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Correio da Manhã

Cultura
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Marta Miranda propõe guitarras ao desafio

Cantora lança-se a solo com um disco que irá cantar os subúrbios que existem em Lisboa.
Pedro Rodrigues Santos 16 de Maio de 2019 às 08:25
Marta Miranda
Marta Miranda
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Marta Miranda
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Marta Miranda
Uma viola de fado e uma guitarra elétrica ao desafio para cantar os subúrbios que há dentro de Lisboa. Marta Miranda não poderia ser mais clara naquele que será o seu primeiro disco a solo que está a gravar no Algarve.

"Apresentei-as uma à outra e, desde aí, que as duas ficaram muito apaixonadas", brinca a cantora que dá a cara pelos O’queStrada. Sem renegar o passado do grupo que fazia de cada concerto uma verdadeira festa em palco e fora dele, Marta Miranda avança pistas para a sua estreia em nome próprio.

"Embora seja um disco positivo, as canções revelam um certo desencanto pelo que está a acontecer com Lisboa." E a troca de Almada, onde sempre viveu, pela capital nos últimos seis anos, teve também uma importância fundamental na construção do projeto.

"Vou realçar a necessidade que Lisboa tem dos subúrbios que há dentro da cidade", acrescenta a artista, "e cantar sobre a nova vaga de lisboetas que estão obrigados a irem para fora da capital".

Pela primeira vez, Marta Miranda não vai nem compor nem escrever. "Responsabilizei-me apenas pela escolha dos músicos e dos instrumentos que me vão acompanhar."

Ausência de peso será Jean Marc Pablo, membro desde o primeiro momento dos O’queStrada, embora isso não signifique o seu fim. "O grupo cumpriu a sua missão", aclara a cantora, "e hão de voltar depois de uma hibernação mais ou menos prolongada."

Título e edição do álbum estão no segredo dos deuses, com a primeira canção a ser conhecida apenas em setembro, como adianta Marta Miranda.
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