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MAURICE GIBB MORRE AOS 53 ANOS

Maurice Gibb, um dos cantores dos Bee Gees, o mais proeminente grupo da cena disco dos anos 70, morreu em Miami, após uma operação ao abdómen.

13 de janeiro de 2003 às 00:00

Gibb, de 53 anos, cujas harmonias vocais com os irmãos Robin (seu gémeo) e Barry ajudaram a criar uma das maiores bandas da história da pop, sofreu uma paragem cardíaca na passada quinta-feira, em casa, após queixar-se de intensas dores no estômago.

Transportado de urgência para o hospital Mount Sinai, foi operado e o seu estado era considerado estável embora crítico.

O hospital limitou-se a confirmar o óbito do cantor sem, no entanto, precisar a data da morte (sábado ou ontem) ou fornecer quaisquer pormenores. A família emitiu de imediato um comunicado no qual declarou: “O seu amor, entusiasmo e energia pela vida continuam a ser uma inspiração para todos nós”.

Maurice é o segundo irmão a morrer na sequência de problemas cardíacos. Em 1988, o mais novo, Andy toxicodependente, então com 29 anos – que nunca integrou os Bee Gees mas experimentou o sucesso a solo com “I Just Want To Be Your Everything” e “Shadow Dancing” – faleceu vítima de uma infecção no coração.

cento e dez milhões

Nascido a 22 de Dezembro de 1949, na Ilha de Man, Grã-Bretanha, Maurice era vocalista, baixista e teclista dos Bee Gees (abreviatura de Brothers Gibb), grupo formado em 1958, na cidade australiana de Brisbane, que viria a ser responsável por aquela que ainda é a banda sonora mais vendida de sempre: “Saturday Night Fever” (“Febre de Sábado à Noite”). Em plena febre do disco, o filme fez de John Travolta uma vedeta e da banda a campeã de vendas graças a “Stayin’ Alive”, “How Deep Is Your Love”, “More Than a Woman” e “Night Fever”.

Encorajados pelos pais – Hugh, líder de uma banda, e Barbara, antiga cantora –, Robin, Maurice e Barry Gibb assinam o seu primeiro contrato em 1962 e o álbum de estreia, “Bee Gees First”, sai em 1967, o ano do primeiro sucesso, “Spicks and Specks”, que chegou ao número um do ‘top’ e deu início a uma sucessão de êxitos: “New York Mining Disaster”, “To Love Somebody”, “Holiday” e “Massachusetts” (67), “Words” e “I’ve Got To Get A Message To You” (68) e “I Started a Joke” (69).

Em meados deste último ano, o grupo começa a mostrar sinais de ruptura, devido a um alegado estilo de vida excessivo e a discussões frequentes entre os irmãos. Após breve separação, os Gibb voltam a juntar-se para mais duas baladas que vendem milhões –“Lonely Days” (70) e “How Can You Mend a Broken Heart” (71) – antes de caírem numa sucessão de falhanços que dura até 75.

Decidido a fazê-los voltar à ribalta e a apanhar a boleia do disco sound, Robert Stigwood, dono da editora RSO, contrata o produtor do momento, Arif Mardin, que os leva para Miami e os introduz na r & b e na combinação que haveria de recolocar o trio no caminho do sucesso – a mistura de funk com ‘falsetto’.

“Main Course” (75) sai e os Bee Gees estreiam-se na platina com a ajuda de “Jive Talkin’” e “Nights On Broadway” e a catadupa de êxitos continua com “You Should Be Dancing”, “Too Much Heaven” e “Tragedy”.

Em 2001, à data da edição da colectânea “Their Greatest Hits: The Record” e do álbum de originais “This Is When I Came In”, o trio vendera mais de 110 milhões de discos, ganhara sete prémios Grammy num total de 16 nomeações e uma estrela no Passeio da Fama do Rock’n’Roll.

Casado com Yvonne e pai de dois filhos, Maurice geria actualmente uma loja de venda de artigos de “paintball” em Miami.

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