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Correio da Manhã

Cultura
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Meia casa forte para Samuel Lupi

A presença dos veteranos do ‘Quarteto de Apoteose’, que, com José Samuel Lupi, escreveram páginas brilhantes nas décadas de 1960 e 70, em muitas arenas, foi, ontem à tarde, uma notável mais-valia na corrida de homenagem ao cavaleiro de Barroca de Alva na hora dos seus 80 anos.
8 de Maio de 2011 às 00:30
Visivelmente emocionado, Lupi foi distinguido com diversos presentes e recebeu aplausos na homenagem
Visivelmente emocionado, Lupi foi distinguido com diversos presentes e recebeu aplausos na homenagem FOTO: Rui Minderico/a-gosto.com

Um cartel de velhos companheiros e jovens estrelas levou até à praça de Alcochete uma meia casa forte para uma festa, que chegou a causar dúvidas devido ao tempo incerto. No entanto, antes da hora marcada, as nuvens dissiparam-se e o clima aqueceu.

O espectáculo teve bom nível geral e os toiros de José Lupi cumpriram e contribuíram para isso.

João Moura abriu com um toiro que se adiantava, mas lidou-o com mestria na base do ‘temple’. Já Joaquim Bastinhas teve pela frente um toiro que ajudou na base da vibração e do espectáculo. João Salgueiro lidou o animal mais apagado da corrida, não chegando aos níveis habituais, mas esteve digno e acertado na lide. Fermin Bohórquez, num toiro cooperante, deu a habitual exibição de ‘rejoneo’, com sortes variadas, ao passo que Manuel Lupi, filho do anfitrião, revelou juventude com toureio valente num toiro com os seus problemas. João Telles Júnior fechou ao seu estilo, num toiro que não facilitou. Estiveram bem, por Santarém, António Gomes Pereira e Luís Sepúlveda, pela Moita, Tiago Ribeiro e António Brito Sousa, e, por Alcochete, Rúben Duarte e Tomás Vale.

No intervalo da corrida, o secretário de Estado da Cultura Elísio Summavielle, bem como todas as associações do meio taurino, entregaram uma lembrança a José Samuel Lupi. Ontem, todos os olhos estiveram voltados para ele. 

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