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Correio da Manhã

Cultura
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MEIO SÉCULO A VALORIZAR ARTES E OS OFÍCIOS

A Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva (FRESS)assinala amanhã 50 anos de actividade em prol das artes decorativas portuguesas e dos ofícios com ela relacionados.
27 de Abril de 2003 às 00:00
Neste seu primeiro cinquentenário, a instituição orgulha-se de ter alcançado, a nível nacional e mundial, uma posição única e modelar no estudo e preservação das artes decorativas nacionais.
“Hoje, a FRESS é uma instituição de prestígio na área das artes decorativas bem como na conservação e no restauro do património histórico e artístico nacional e estrangeiro”, disse ao CM Maria João Espírito Santo Bustorff Silva, presidente do Conselho Directivo da instituição.
“Ao longo destes anos, temos vindo a prosseguir, atingir e ultrapassar as finalidades estabelecidas por Ricardo do Espírito Santo Silva”, referiu ainda a responsável, acrescentando que as actividades da FRESS “não param de crescer”.
As comemorações dos 50 anos da instituição começam amanhã, pelas 19h00, no Museu-Escola de Artes Decorativas Portuguesas, em Lisboa. A sessão comemorativa inclui a apresentação da réplica de uma peça do Museu em porcelana da China do século XVIII, produzida pela Vista Alegre especialmente para assinalar a data.
Além de uma exposição de trabalhos executados por técnicos e artífices da instituição e de “ateliers” ao vivo, as comemorações vão ser animadas com uma sessão de fados com Salvador Taborda Ferreira e Ana Sofia Varela, acompanhados por Paulo Pereira, Pedro Pinhal e Paulo Vaz.
A FRESS, instalada no Palácio Azurara (ao Largo das Portas do Sol) tem como finalidade a formação, especialização e o aperfeiçoamento de artífices em várias artes e ofícios tradicionais, como restauro, desenho, marcenaria, fundição, encadernação, laminagem manual de ouro, talha e polidor, entre muitas outras.
O museu tem em exposição permanente várias colecções importantes, entre as quais se destacam as de mobiliário, têxteis, ourivesaria, porcelana e vidros, pintura e azulejos, com peças que abrangem diversos séculos.
Nas oficinas da FRESS, artífices executam obras de restauro e decoração, tanto por encomenda do Governo português como de países estrangeiros, nomeadamente da França, Brasil, Angola e Guiné-Bissau.
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