Grupo de pagode brasileiro atua dia 22 na Super Bock Arena, no Porto, e no dia seguinte na Meo Arena, em Lisboa.
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Começaram de forma "muito simples e pequenina", como dizem, "sem grande estrutura" a fazer "pagode em bares para poucas pessoas", mas em dez anos conquistaram o Brasil, atravessaram o Atlântico e são também já um fenómeno em Portugal. O nome do grupo acabou por ser sugerido por um amigo e aprovado por todos por resumir em duas palavras a história, sempre em crescendo, do projeto. Os Menos é Mais estão de volta a Portugal, depois de algumas passagens pelo nosso país, incluindo por festivais. Agora chegam às duas maiores salas de Portugal, dia 22 na Super Bock Arena, no Porto, e no dia seguinte na Meo Arena, em Lisboa. "Nem conseguimos pensar em algo mais do que isso. Até parece um passo maior do que a perna. Mas acreditamos numa espécie de roteiro divino e que isto estava escrito", começam por dizer em entrevista ao CM. Por cá conhecem Calema e David Carreira e fazem muitos dos seus vídeos nas redes sociais com uma banda sonora especial: fado.
A banda formada por Duzão, Paulinho, Ramon e Gustavo, promete um espetáculo de celebração para assinalar dez anos de carreira com "músicas novas, arranjos novos e novidades ao nível da cenografia. Com este espetáculo queremos muito devolver este carinho que Portugal sempre teve por nós", dizem, lembrando que foi no nosso país o primeiro lugar em que atuaram fora do Brasil. Estávamos em 2021 e grupo enchia o Campo Pequeno, em Lisboa. No ano passado regressaram e foram uma das atrações do Festival Sol da Caparica. Hoje, dizem que até já são "reconhecidos no avião pelos comissários de bordo portugueses". Mas as memórias que ficaram vão para lá da música, especialmente para o vocalista, Eduardo 'Duzão' Cury que foi até ao Douro para pedir a namorada em casamento, mas que depois, em Lisboa, viveu um episódio para esquecer. "Caí de trotinete e rasguei um dedo, mas nem quero lembrar disso", diz.
Afirmam-se "naturalmente pessoas alegres" ("somos daqueles que conseguimos rir da cara do outro") , mas reconhecem que abordam muitos temas tristes. "Acreditamos que o público consegue afogar as mágoas e as tristezas na nossa música. O que mais temos é gente a chorar no público", dizem. "O pagode fala de assuntos tristes mas de forma alegre. É estranho, mas às vezes vemos o público de cerveja na mão que parece que está feliz porque está a sofrer (risos)", gracejam. Talvez por isso mesmo, hoje têm a certeza de que este é o caminho certo, apesar de passarem por alguns sacríficios. "Quando entramos em palco, para nós esta é a profissão mais fácil do mundo. Apesar de termos que deixar a família em casa, de termos de fazer muitas viagens pelo Brasil ou das poucas horas de sono, quando subimos no palco tudo faz sentido para nós. Há sítios no Brasil que ficam tão longe de ir, que é mais fácil viajar para Lisboa. Temos que sair de casa no dia anterior. Mas é aqui que queremos estar. Esta é a nossa verdade. Estamos a viver um sonho. Temos que ser gratos. Pedimos a Deus por isto e agora temos que levar na boa".
Formados em 2016 em Brasília, os Menos é Mais nasceram com a pretensão de viver da música, começando por fazer versões e faixas de sucesso de outros cantores. Todos os quatro elementos do grupo, diga-se, conheceram-se no meio do pagode com o sonho de fazer algo mais para lá do que a realidade parecia querer mostrar-lhes. "Viver da música é um desafio muito grande no Brasil. Tem muita gente talentosa para pouco espaço e poucas oportunidades. Ainda por cima viemos de uma cidade que não tem tradição de exportar grupos de pagode e samba. Mas fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para fazer deste um projeto de vida", contam. Os Menos é Mais "começaram a encher os pagodes e a soltar vídeos na internet porque era o nosso único caminho. Lá não tinha empresário, não havia rádios a tocar pagode e então nós nascemos a partir disto. Fomos crescendo a cada vídeo lançado no Youtube", recordam. Em 2019 veio então "a grande virada", como dizem. "No final desse ano soltámos o projeto do 'Churrasquinho' e isso fez com que todo o Brasil nos conhecesse e chegasse a outros países como Portugal. Hoje podemos dizer que estamos a viver um sonho, de reencontro entre o passado e o presente".
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