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Correio da Manhã

Cultura
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Metallica arrasaram com 'Seek and Destroy'

No seu terceiro ano consecutivo em Lisboa, os Metallica levaram 40 mil fãs ao Optimus Alive! na passagem de quinta para sexta-feira.
10 de Julho de 2009 às 18:38
Os Metallica no Optimus Alive
Os Metallica no Optimus Alive FOTO: Mariline Alves

Com um concerto 'vintage', os Metallica encerraram da melhor forma o primeiro dia do festival Optimus Alive!, com uma prestação que foi 'uma celebração da música pesada', como se lhe referiu o líder James Hetfield.

Na verdade, ao longo de duas horas, o quarteto brindou os fãs com uma lição de thrash metal, uma viagem às raízes de que é paradigma o último álbum, 'Death Magnetic'.

Do outro lado, o público - que esteve muito bem desde a ignição com Lamb of God - respondeu à altura e, no final, foi com custo que os Metallica abandonaram o palco, espantados com tamanha entrega dos fãs.

O baterista Lars Ulrich lembrou mesmo que era o terceiro ano consecutivo que tocavam em Lisboa e que aquele tinha sido o melhor concerto da digressão. Por isso, prometeu: 'Voltaremos em breve.' O baixista Robert Trujillo lançou ainda, em português, um 'seus grandes malucos'.

Se a despedida foi emocionante, ao som de um portentoso 'Sick & Destroy' entoado por 40 mil almas, o concerto foi marcado pela intensidade thrash. Temas como 'Blackned' - logo a abrir -, 'For Whom The Bell Tolls', e os novos 'Broken, Beat And Scarred', 'Cyanide' e 'All Nightmare Long' mostraram a intenção dos Metallica em evidenciarem a sua fibra heavy, sublinhada ainda pela recuperação de alguns temas menos 'orelhudos', como 'Holier Than Thou' e 'Leper Messiah'. Claro que não faltaram os clássicos como 'Enter Sandman', 'Sad but True' e 'Master of Puppets' - e pirotecnia q.b.

No encore voltaram à toada thrashy, com 'Die, Die Darling' (dos Misfits), 'Whiplash' e o já citado 'Seek & Destroy'.  Um final em grande numa jornada em que se destacaram ainda Lamb of God e Machine Head.

A nota negativa vai para os Slipknot, que apesar dos malabarismos cénicos com a bateria - Joey Jordison chegou a tocar a 90º - não conseguiram superar a falta de um elemento.

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