Barra Cofina

Correio da Manhã

Cultura
2

MICHAEL JACKSON ABRE GUERRA COM EDITORA

O cantor Michael Jackson rebelou-se contra a sua actual editora, a multinacional Sony Music, podendo mesmo o contrato que o liga ao gigante estar por um fio.
19 de Junho de 2002 às 22:21
A existência de conflitos contratuais entre a Sony Music e Michael Jackson foi revelada pelo próprio cantor, durante a sua recente passagem pelo território britânico. Num encontro com fãs e imprensa, que decorreu em Leicester Square, no centro de Londres, Michael Jackson não se conteve e não poupou a Sony, que criticou e acusou de "não ter feito os esforços necessários" para promover o seu mais recente disco, intitulado 'Invencible', editado em Setembro do ano passado. Segundo o auto-intitulado "rei da pop", a alegada falta de promoção é um sintoma claro de que "já estaria de saída".


Como se não bastasse, Michael Jackson apontou ainda o dedo ao patrão da Sony, o ex-marido de Mariah Carrey, Tommy Mottola, referindo-se a este como um "demónio".


Ainda de acordo com Michael Jackson, para ficar livre do contrato que o liga à Sony o cantor terá apenas de gravar três novas canções, que serão inseridas numa colectânea de êxitos a editar muito em breve.


A verdade é que as revelações do "rei da pop" motivaram uma onda de solidariedade por parte dos fãs britânicos, que se manifestaram à porta do departamento inglês da editora, gitando "Sony sucks", qualquer coisa como "Sony não presta", em tradução livre.


Patrões argumentam

Entretanto, e face à batalha de acusações e queixas mútuas que se adivinha para os próximos tempos, fontes da própria Sony Music vieram a público defender-se, argumentando que as acusações de "Jacko" são apenas uma estratégia do cantor para justificar as deploráveis vendas de "Invencible".


De acordo com os "patrões" da editora, o mais recente trabalho do cantor vendeu apenas quatro milhões de cópias em todo o Mundo, número considerado muito aquém do esperado, ou não se estivesse a falar do "rei da pop".


Dando crédito às afirmações dos responsáveis da editora, as queixas de Jackson têm também por finalidade fazer pressão para desse modo conseguir um acordo discográfico mais favorável com uma nova editora.

Novo contrato

Segundo os rumores que correm no mundo da indústria discográfica, depois de deixar definitivamente a sua actual editora, Michael Jackson poderá vir a firmar contrato com a Allied Stars, uma editora britânica dirigida pela filha do multimilionário Mohamed Al Fayed.


Numa tentativa de desmentir as acusações proferidas pelo cantor, a Sony resolveu tornar públicos os valores monetários investidos pela editora para lançar no mercado o último álbum de Michael Jackson: cerca de 33 milhões de euros na produção do disco e 22 milhões de euros em campanhas de marketing e promoção.


A Sony declarou ainda estar "profundamente orgulhosa do trabalho de promoção desenvolvido para 'Invencible'. A verdade, porém, é que o disco não convenceu.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)