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Correio da Manhã

Cultura
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Miguel Ângelo recordista de vendas

O Museu Britânico, em Londres, acaba de bater um recorde com a venda antecipada de 10 868 bilhetes para a exposição retrospectiva de Miguel Ângelo, a inaugurar na próxima quinta-feira.
20 de Março de 2006 às 00:00
Um dos quase 100 desenhos do artista que ficarão patentes até 25 de Junho, em Londres
Um dos quase 100 desenhos do artista que ficarão patentes até 25 de Junho, em Londres FOTO: dr
O mais próximo disto aconteceu em 2005 com a venda também por reserva de 3670 bilhetes para a exposição persa ali realizada.
Acompanhar a evolução artística do mestre italiano Miguel Ângelo (1475-1564) é o objectivo desta exposição composta por quase cem desenhos.
A mostra ‘Miguel Ângelo: mais próximo do mestre’, que ficará patente até 25 de Junho, percorre 60 anos da vida do artista e apresenta desde os estudos intimistas realizados quando o pintor renascentista tinha 20 anos até às cenas visionárias da obra-prima ‘Crucificação’, feita antes da sua morte.
A exposição apresenta material que não é reunido desde a dispersão há 400 anos do ateliê do artista e oferece uma perspectiva totalmente diferente do génio criativo do mestre italiano.
Estes materiais pertencem às colecções dos museus Britânico, do Ashmolean, em Oxford (Inglaterra), e ainda do Teyler, em Haarlem (Holanda).
Artista plástico e poeta, Miguel Ângelo Buonarroti realizou obras-primas na área da escultura, pintura e arquitectura. Esculpiu a ‘Pietà’ (1498-99, em S. Pedro do Vaticano), ‘Moisés’ (1515-16, em S. Pedro ad Vincula) e o túmulo do Papa Júlio II (começado em 1505, por concluir). O artista pintou, na Capela Sistina, a abóbada (1508-12) e o seu ‘Juízo Final’ (1536-41) é como um cartão de visita do seu enorme talento e criatividade e técnica.
No campo da arquitectura, trabalhou na Basílica de S. Pedro, em Roma, devendo-se-lhe, em especial, a monumental cúpula.
E, faceta menos conhecida, ainda foi escritor, sendo autor de poemas religiosos e filosóficos. Consta mesmo que chegou a dedicar sonetos a uma sua admiradora, de nome Vittoria Colonna.
Curiosamente, de acordo com o curador do Museu Britânico de Londres, Hugo Chapman, “Miguel Ângelo teria odiado esta mostra. Não ia gostar que soubéssemos como trabalhava. Teria preferido a admiração e o êxtase perante a Sistina”.
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