Barra Cofina

Correio da Manhã

Cultura
4

MINGUS BIG BAND ABRE ESTORIL JAZZ

A Mingus Big Band abre esta noite, no Parque Palmela, do Estoril, o 21º Estoril Jazz. A orquestra, dirigida na parte musical e artística por Alex Foster, é dinamizada por Sue Mingus, viúva do grande músico, que faz questão de manter a sua memória bem viva.
4 de Julho de 2002 às 22:13
Esta banda é a herdeira da Mingus Legacy, primeira formação dedicada à sua memória e formada pelos músicos que com ele tocaram e mais intimamente conviveram. Por morte de alguns e por desentendimentos que outros tiveram com Sue, a actual Big Band já não inclui qualquer músico das formações de Mingus, mas a música que tocam e a forma como a interpretam, na maioria das vezes com os arranjos originais, é verdadeiramente empolgante, trazendo ao palco a alma do celebrado contrabaixista, compositor e arranjador.

ESTREIAS EM PORTUGAL

O Festival tem uma imagem de marca de produção com mais de duas décadas, em que o jazz clássico e o "mainstream" têm preponderância sobre outras formas do jazz.

Há também a preocupação de Duarte Mendonça em trazer artistas que nunca actuaram em Portugal, concretizada este ano nas actuações de Tierney Sutton (sábado no Parque Palmela, segunda e terça-feira no Wonder Bar do Casino). Cantora tradicional de "standards", Tierney alia uma bela voz a um surpreendente "swing".

Outro artista em estreia nos palcos portugueses é o trompetista cubano El Índio, com o seu quinteto de músicos latinos. O seu talento e força poderão ser apreciados no concerto de dia 11, no Estoril.

Dia 12, espera-se um concerto do mais puro "mainstream", cheio de "swing", com a actuação do quarteto Heath Brothers, formado por três irmãos que fazem já parte da história do jazz - Jimmy Heath (saxes tenor e soprano), Percy Heath (contrabaixo) e Al "Tootie" (bateria). O pianista Jeb Patton completa o grupo.

Entre as atracções, o nome mais conhecido é o contrabaixista Jimmy que durante décadas fez parte do Modern Jazz Quartet. Ele é também um excelente saxofonista, dirigiu os seus grupos, sendo uma grande figura no fim dos anos 50 e princípio de 60; retirou-se depois para o ensino sem nunca deixar de gravar e actuar em bandas revivalistas.

O festival encerra dia 13, com um espectáculo que se espera de grande nível: o do quinteto de Gary Bartz/Stefon Harris. Ou seja, o regresso do veterano saxofonista que em Maio encantou Matosinhos, e do menino bonito do vibrafone, Stefon Harris, que há dois anos protagonizou no Seixal um dos melhores concertos de jazz a que jamais assistimos!

Como sempre o Estoril Jazz junta ao programa de concertos um "workshop", este ano entregue a Rufus Reid, contrabaixista e professor. O seu quinteto também estará em Sintra, no Centro Cultural Olga Cadaval (dia 7) e no Du Arte Garden do Casino (10).
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)