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Correio da Manhã

Cultura
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Ministra explica saídas

A finalização de mandatos não implica a sua renovação. [Isso] não justifica a ideia de debandada." As palavras são da ministra da Cultura, em reacção à deputada do CDS-PP, Teresa Caeiro, que disse ontem, no Parlamento, que a lista de saídas nos últimos tempos de altos quadros em instituições tuteladas pelo Ministério da Cultura é extensa.
12 de Fevereiro de 2011 às 00:30
Gabriela Canavilhas enfrentou as perguntas dos deputados
Gabriela Canavilhas enfrentou as perguntas dos deputados FOTO: Miguel A. Lopes/Lusa

Canavilhas rejeitou responsabilidades na saída de muitos dos nomes enumerados por Caeiro, por se tratarem, na sua maioria, de não renovações de mandatos, excepto nos casos de Jorge Barreto Xavier, director-geral das Artes, que saiu em Julho, e de Christoph Damman, director artístico do Teatro Nacional São Carlos, com quem a ministra se incompatibilizou em Março do ano passado.

Numa audição pedida pela própria, para explicar a fusão dos teatros nacionais, a ministra teve ainda de esclarecer, na Comissão Parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura, as saídas polémicas do presidente da Opart (Organismo de Produção Artística), Jorge Salavisa, bem como do vogal Rui Catarino, que se demitiu anteontem devido às "contradições" da tutela.

Sobre a renúncia de Salavisa, ocorrida há duas semanas, Canavilhas justificou-a como uma questão "do foro pessoal" do próprio e teceu elogios: "Portou-se como um cavalheiro em todo este processo. Esteve à altura da grande dignidade com que sempre desempenhou as funções."

Já quanto a Rui Catarino, que divulgou uma carta em que se mostra contra o projecto de fusão dos teatros e acusa o Ministério de "leviandade", a governante disse desconhecer o teor da missiva e lembrou que o vogal da administração da Opart "tinha mesmo de sair", por se encontrar sozinho. "O senhor Rui Catarino foi forçado a sair e não gostou", resumiu.

MINISTRA GABRIELA CANAVILHAS PARLAMENTO OPART
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