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Correio da Manhã

Cultura
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MOINHO REABRE EM 2005

O Moinho de Maré de Corroios, imóvel de interesse público com seis séculos e em obras há três anos, só deverá reabrir ao público em 2005, um ano depois do previsto, admitiu fonte camarária.
1 de Junho de 2004 às 00:00
Contrariando as previsões de há um ano do presidente da autarquia do Seixal, Alfredo Monteiro, segundo as quais o núcleo museológico municipal reabriria este ano, o concurso para os trabalhos de remodelação dos interiores e dos arranjos dos espaços envolventes do imóvel só recentemente foi aprovado pela Câmara.
Justificando a dilatação dos prazos, o autarca invocou a falta de apoios financeiros e a complexidade da empreitada. “A falta de financiamento foi determinante, embora se trate também de uma intervenção muito sensível, com questões técnicas complicadas”, defendeu, acrescentando que mais de metade da recuperação do moinho e dos arranjos exteriores, orçados em quatro milhões de euros, será custeada pelo município. Apenas uma parte das obras, de acordo com Alfredo Monteiro, foi comparticipada a 50 por cento por fundos comunitários.
A reabertura do monumento, o segundo mais visitado na região de Setúbal a seguir ao Cristo-Rei, em Almada, tem sido sucessivamente adiada, dado os constantes atrasos das obras.
A aprovação do concurso público para a recuperação dos interiores e arranjos dos espaços exteriores do moinho ocorre mais de um ano depois da entrega para apreciação na autarquia do projecto de execução dos trabalhos.
As obras de consolidação na estrutura centenária do edifício chegaram a estar paradas seis meses, uma vez que faltava a autorização da Administração do Porto de Lisboa para fazer dragagens e deposição de lamas e, assim, avançar com a limpeza da caldeira.
Depois de reaberto, o monumento deverá contemplar, segundo o Ecomuseu Municipal do Seixal, uma exposição de longa duração sobre a história dos moinhos de maré e a indústria moageira, bem como uma sala para projecção de vídeos e um espaço interactivo para crianças. A produção simbólica de farinha de milho e trigo, reavivada em 1986 após a primeira recuperação do edifício, será mantida, estando ainda previsto o arranjo do largo fronteiro ao moinho e a colocação de bancos.
Mandado construir em 1403 pelo Condestável D. Nuno Álvares Pereira, o Moinho da Maré de Corroios foi o primeiro imóvel do género a ser edificado no concelho do Seixal.
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