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Correio da Manhã

Cultura
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Moita Flores apresentou "livro de resistência"

“Este é um livro de resistência”. Num discurso emotivo, Francisco Moita Flores, escritor e candidato à autarquia de Oeiras, falou assim na tarde desta segunda-feira, no El Corte Inglès de Lisboa, sobre “esperança” no futuro a propósito do lançamento do seu novo romance, ‘Bairro da Estrela Polar’ (ed. Casa das Letras).
13 de Novembro de 2012 às 00:02
Moita Flores mostra 'O Bairro da Estrela Polar'
Moita Flores mostra 'O Bairro da Estrela Polar' FOTO: Helena Poncini/CM

Homenagem a Jorge Amado, em ano de centenário do escritor de ‘Capitães de Areia', e a Soeiro Pereira Gomes, o novo romance segue a história de um grupo de bandidos num bairro marginal, num ambiente de crime bem familiar ao escritor, outrora famoso inspector da Polícia Judiciária.

A obra foi apresentada pelo ex-secretário de Estado socialista, José Conde Rodrigues, perante uma plateia de ilustres da justiça, política, futebol e outros quadrantes, onde se destacavam o ministro Miguel Relvas, o desembargador Rui Rangel, Mário Lino, ex-ministro das Obras Públicas ou Godinho Lopes, presidente do Sporting.

E foi de elogio e da actualidade que o ex-secretário de Estado mais falou, reforçando que este livro dá uma lição e mostra que "não é necessário empobrecer mas que o caminho é erradicar a pobreza", numa clara alusão às recentes e polémicas palavras de Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar contra a Fome.

"Esta é uma história de vida e esperança", destacou Conde Rodrigues que citou ainda Vargas Llosa para salientar que "através da mentira que parece a ficção se dizem grandes verdades."

Do futuro e de esperança falou também Moita Flores, que não deixou de mostrar a sua visão política sobre o país. "Não acredito no apocalipse e rejeito discursos catrastrofistas", afirmou o candidato à autarquia de Oeiras. "É preciso saber resistir ao infortúnio, ao pessimismo e à depressão". Se resistimos 800 anos a crises tão apertadas, é importante acreditar que o sonho comanda a vida", rematou.

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