Morreu o cartoonista Augusto Cid, sem medo do poder

Humor corrosivo sobressaía no cartoon político. Ramalho Eanes foi um dos visados e valeu-lhe a apreensão de livros.
Por Isabel Laranjo|15.03.19
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Tinha 78 anos e morreu esta quinta-feira de manhã, em casa, perto do Palácio de Belém. Curiosamente, o palácio onde viveu um ‘inquilino’ que nem sempre gostou dos cartoons do artista: Ramalho Eanes.

‘Eanito’ era a personagem que retratava, pelo olhar de Augusto Cid, o então Presidente, na década de 80. ‘Eanito, El Estático’ e ‘Eanito Superman’ foram os dois livros que publicou sobre o Chefe de Estado e que acabaram por ser apreendidos judicialmente.

Para Cid, o cartoon era, também, contrapoder. "Houve quem nunca entendesse porque é que atacava com violência as pessoas que eram do partido. Esperava mais deles e a desilusão foi maior", disse, em entrevista ao CM, ele que foi militante do PPD/PSD.

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