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Correio da Manhã

Cultura
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Morreu Teresa Tarouca, a voz 'triste' da "menina-prodígio"

Condecorada em 2013 com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique estava já afastada da música.
Miguel Azevedo 12 de Novembro de 2019 às 09:44
Teresa Tarouca começou a cantar aos 11 anos, quase por graça, e nos anos 60 assinou o seu primeiro contrato
Teresa Tarouca
Teresa Tarouca começou a cantar aos 11 anos, quase por graça, e nos anos 60 assinou o seu primeiro contrato
Teresa Tarouca
Teresa Tarouca começou a cantar aos 11 anos, quase por graça, e nos anos 60 assinou o seu primeiro contrato
Teresa Tarouca
Nos anos 50 já era chamada "menina-prodígio", tendo chegado a ser apontada com a natural sucessora de Maria Teresa de Noronha, um dos maiores nomes da história da canção de Lisboa.

Teresa Tarouca, a fadista que cantava a tristeza boa, morreu, aos 77 anos, na madrugada desta segunda-feira, no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, onde já estava internada, vítima de pneumonia dupla.

Depois de uma missa de corpo presente na Basílica da Estrela, esta manhã pelas 10h30, os restos mortais da fadista seguem para o cemitério dos Olivais, onde decorrerão as cerimónias fúnebres e posterior cremação.

Teresa Tarouca chegou a cantar o fado de Alfredo Marceneiro ‘Não sou fadista de raça’, mas a verdade é que nasceu numa família de músicos e de gente ligada ao fado. Prima de Frei Hermano da Câmara e de Maria Teresa de Noronha, adotou o nome artístico de Teresa Tarouca, uma vez que era bisneta dos condes de Tarouca (em janeiro de 1942 recebera dos pais o nomes de batismo Teresa de Jesus Pinto Coelho Telles da Silva).

Começou a cantar por graça aos 11 anos, num espetáculo de beneficência, mas no início dos anos 60 já era convidada a assinar o primeiro contrato. Afastada da vida artística nos últimos anos, tinha recebido, em 2013, o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.

"Conquistou a admiração dos seus pares e do público, que recorda as canções melancólicas", lê-se numa nota da Presidência da República.
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