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Correio da Manhã

Cultura
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MOULIN ROUGE NO CASINO DE VILAMOURA

O Casino de Vilamoura estreia amanhã, dia 9 de Outubro, a sua mais recente produção, “Moulin Rouge”, que esteve em exibição a norte do país, no palco do Casino Espinho.
8 de Outubro de 2003 às 17:25
Momento do espectáculo
Momento do espectáculo FOTO: d.r.
Inspirado no filme homólogo, dirigido pelo australiano Baz Luhrnann’s e com Nicole Kidman e Ewan Mcgregor nos papéis principais, o novo show manifesta originalidade em várias vertentes - tanto mais que cada quadro presenteia o público com motivos que o libertam de antigos “clichés” -, complementada com a inconfundível banda sonora daquela película.
Uma das principais atracções da “Cidade Luz” e enchendo de fantasia as noites de Montmartre, o Moulin Rouge tem constituído, ao longo dos anos, um incontornável “ex-libris” parisiense. Por isso este espectáculo atinge em pleno dois objectivos: por um lado, transporta para o presente os estímulos adormecidos de quem já teve o privilégio de viver as emoções daquela sala mítica; por outro, aviva o imaginário de quem ainda não partilhou as sensações únicas daquele mundo invulgar de cor, luz e ritmo.
Indelevelmente associado ao Moulin Rouge está o “can-can”, género que permite uma coreografia única no mundo e que, por seu turno, poderá estar na génese de variantes tão significativas como os espectáculos de “vaudeville” e, se se quiser, de alguns quadros da revista à portuguesa.
Num outro aspecto, o Moulin Rouge marca o ritmo das noites da capital francesa. “Rhythm of the Night” é, também e por isso, um quadro verdadeiramente mágico no contexto do espectáculo.
Mas um dos factores que constitui uma imagem marcante do Moulin Rouge é, precisamente, a fantasia com que os seus principais coreógrafos dão vida a situações que acabam por proporcionar um verdadeiro efeito de surpresa sobre os espectadores. E o show agora em cena no Casino de Vilamoura não descura esta importante mais valia: uma “Indian Fantasy” alia o exotismo à criatividade, enchendo o palco de uma saborosa miscelânea da cultura oriental com a vivacidade e a ousadia do cosmopolitismo ocidental.
Sublinhe-se que um dos nomes de maior cartaz de “Moulin Rouge” é o moscovita Andrey Serov, que recentemente gravou vários programas na televisão japonesa e que este ano, no canal de maior audiência da televisão russa, foi a atracção principal do programa de ano novo.
O garante da qualidade da direcção e da coreografia do espectáculo é proporcionado pela assinatura de um outro russo: Sergey Denisov, a cujo virtuosismo não será alheio o facto de ter pertencido ao corpo de baile do Teatro Bolshoi. Para além das performances em Kiev, Minsk, Riga e em diversas cidades espanholas, Denisov actuou ainda nas melhores salas de espectáculo do seu país, como o Palácio Kremlin, o Rossia, a Kolonny Zal e a Sala Outubro de S. Petersburgo.
Todavia, “Moulin Rouge” vive também muito das capacidades interpretativas de uma outra moscovita - Viktoria Bilayer, conhecida pelas múltiplas actuações já realizadas em vários canais de televisão de diversos países europeus.
Nota alta ainda para os figurinos e para o guarda-roupa, pontos de enorme sensibilidade num espectáculo desta natureza. A responsável por este sector – uma terceira moscovita, pois então! - Alla Teplova, não deixou os seus créditos por mãos alheias, para tal muito lhe valendo um longo saber de experiência feito, mercê das produções que realizou para as principais companhias russas, como a “Igor Moiseev”, o “Bolshoi”, a “Berioska” e o “Piatnitskiy”, para além do Grande Circo de Moscovo.
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