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Correio da Manhã

Cultura
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Mundo chora morte de Prince

Autor de "Purple Rain" é uma figura intemporal.
21 de Abril de 2016 às 18:53
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O cantor norte-americano Prince
O cantor norte-americano Prince FOTO: Reuters

Prince faleceu esta quinta-feira aos 57 anos. As causas da morte ainda não foram reveladas. O músico deixou um legado intemporal e o seu desaparecimento foi lamentado por vários colegas.

O presidente dos EUA, Barack Obama, lamentou a morte de Prince, um dos nomes mais influentes da música pop.

 

 

O britânico Robbie Williams não conteve a emoção com a notícia. "Agora Prince? Não, não, não. És um génio", escreveu o cantor, na sua conta na rede social Twitter.


 

"Hoje é o pior dia de sempre. Prince, descansa em paz. Estou a chorar", contou Boy George.

 

 

"Oh meu Deus não acredito que Prince morreu. Era um enorme talento. Descansa em paz", lamentou Billy Idol.

 

 

 

O guitarrista e produtor musical Nile Rodgers recordou momentos que viveu com Prince.

 

 

 
O Realizador Spike Lee lamentou o desaparecimento do irmão.

 

Justin Timberlake também não deixou de associar-se ao "adeus" de Prince.


Prince Rogers Nelson inspirou várias gerações de músicos, recorda a rapper Missy Elliott.

 




"Estou em choque", afirmou o cantor Lionel Richie

 

Barbra Streisand prestou uma singela homenagem ao amigo.



 

Prince era uma figura transversal à música e a sua morte foi comentada pelo entertainer Chris Rock, que apresentou a última edição dos Óscares. "Digam que não é verdade".

 

 

 "Obrigado", agradeceu a atriz Lindsay Lohan.

 



Diversos nomes ligados ao universo musical português já reagiram à morte do cantor. António Manuel Ribeiro, vocalista dos UHF, lembrou que Prince não foi um músico qualquer, mas um criador. "Prince tem uma carreira muito própria, muitas vezes feita contra a própria moda, contra a própria indústria. Fazia aquilo que lhe apetecia", disse à CMTV.

O músico Miguel Ângelo lembrou que conheceu o cantor norte-americano em Cascais. "Fiquei fã da sua maneira misteriosa de estar em palco, da sua maneira muito própria de reagir ao que se falava nas grandes mudanças na indústria musical. Estas notícias caem como um meteorito especialmente para músicos e fãs de música", afirmou o cantor à CMTV.

Zé Pedro, dos Xutos e Pontapés, marcou presença no último show que Prince deu em Portugal. "O Prince foi um génio. Na maneira como se apresentou, como esteve na música. Ele sempre foi uma pessoa que trabalhou muito em estúdio e não penso que tenha perdido criatividade por estar mais escondido. O último concerto que vi dele foi no coliseu e foi extraordinário", recordou o músico, aos microfones da CMTV.

"Recebi a notícia com alguma tristeza. Foi uma das grandes figuras da música POP. O Prince era um artista que não se podia catalogar só numa área. É alguém muito importante na música", destacou o produtor musical Manuel Moura dos Santos, à CMTV.

A obra de Prince marcou gerações e foi transversal, sublinha um dos Anjos, Nelson Rosado. "É mais uma grande perda para a cultura da música Pop mundial. O Prince jogava numa superliga, era a prova que os homens não se medem aos palmos: grande instrumentista, musico, cantor e grande homem", sintetizou à CMTV. 

"É o rei da fusão do punk e do soul com a pop. É sempre triste saber que se perdeu uma grande figura, um grande músico. Era uma estrela. Tenho discos, vi concertos, até tive o privilégio de ter participado numa jam session no Lux, uma coisa privada a seguir ao concerto de 1998. Foi inovador em palco, em vídeo. É um artista completo", afirmou à Lusa o músico e produtor Tiago Novo, o New Max, dos Expensive Soul.

Carlão recordou o "excelente músico, multi-intrumentista", que "marcou, não só pela música, mas também pela postura, a maneira de estar". "E, nos últimos anos, também pela rebelião contra os poderes instituídos que são as editoras. Foi uma pessoa que sempre seguiu a sua liberdade artística. Tive a felicidade de ver Prince ao vivo em Portugal, no estádio de Alvalade em 1993, na altura dos New Power Generation", sublinhou.

Rui Veloso lembrou aquele que "era um músico perfeito, sem ser de uma perfeição gélida, mas do coração", e "muito intuitivo". "O Prince era um músico perfeito, tudo aquilo era perfeição, mas uma perfeição sem ser gélida, era uma perfeição com o coração, ele era uma muito, muito intuitivo e com um 'feeling' absolutamente extraordinário, que lhe vinha certamente da grande música negra, de que ele é um dos maiores representantes de sempre", afirmou. "Prince era um músico absolutamente irrepreensível, foi sempre para mim um exemplo".

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