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Correio da Manhã

Cultura
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Museu judaico vai custar 5 milhões

Espaço no bairro de Alfama abre no fim do próximo ano.
Duarte Faria 22 de Setembro de 2016 às 08:38
Patrick Drahi, patrão da Portugal Telecom, diz que museu em Lisboa é "um milagre judeu e uma bênção portuguesa"
Patrick Drahi, patrão da Portugal Telecom, diz que museu em Lisboa é 'um milagre judeu e uma bênção portuguesa' FOTO: Nuno Fox/Lusa
O Largo de São Miguel, no histórico bairro de Alfama, vai acolher, a partir do segundo semestre de 2017, o Museu Judaico de Lisboa. O protocolo para a criação do espaço museológico foi assinado esta quarta-feira com a presença do ministro da Cultura, Luís Castro Mendes, do presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, e de Patrick Drahi (dono da Altice, empresa que detém a Portugal Telecom), que, através da sua fundação, vai financiar o projeto em 1,2 milhões de euros.

Em causa está um "investimento total de 5 milhões de euros", suportado pelo Fundo de Desenvolvimento Turístico (através das receitas da taxa turística), pela Rede de Judiarias de Portugal e pela Fundação Lina e Patrick Drahi, anunciou Fernando Medina.

A Câmara de Lisboa cederá o edifício e a Comunidade Israelita de Lisboa contribuirá com espólio. No entanto, será a Associação de Turismo de Lisboa (ATL) a pagar as obras e a assumir a gestão do espaço.

Com os bilhetes a custar 3,80 euros, estão previstos pouco mais de 60 mil visitantes por ano, sobretudo judeus, "muito importantes para o mercado turístico", afirmou ao CM Vítor Costa, diretor-geral da ATL.

Para Fernando Medina, este museu será "um marco sobre a presença histórica judaica em Portugal e, acima de tudo, um instrumento de futuro para a cidade". "Existe um dever de memória para com o nosso passado judaico e [com a criação do museu] estamos a construir esse lugar de memória", defendeu o ministro da Cultura, Luís Castro Mendes.
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