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Correio da Manhã

Cultura
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"Não avançamos sem haver história” (COM VÍDEO)

Pete Docter, realizador e argumentista da animação ‘Up – Altamente’, que já chegou a Portugal, fala ao CM sobre a história de uma casa voadora.
16 de Agosto de 2009 às 00:30
'Não avançamos sem haver história” (COM VÍDEO)
'Não avançamos sem haver história” (COM VÍDEO) FOTO: d.r.

Correio da Manhã – Qual foi a inspiração para a história de ‘Up – Altamente’?

Pete Docter – Uma das primeiras ideias foi a de um homem rezingão a segurar balões. O John Lasseter [director criativo da Pixar] gostou e partimos daí.

– Como encarou as possibilidades da ferramenta 3D em termos narrativos? Deu-lhe mais possibilidades ou problemas?

– Trata-se de uma óptima ferramenta, uma ferramenta divertida... Mas só quando começamos a trabalhar a sério é que percebemos como a poderemos usar para contar a história. Neste caso quisemos usar a profundidade como se fosse uma cor e para dar efeitos emotivos.

– A Pixar tem somado êxito atrás de êxito. Há um momento em particular durante a produção em que dizem: "OK, isto vai resultar"?

– Normalmente passa-se o contrário. Acho que em todos os filmes da Pixar houve um momento em que eram os piores de sempre... Mas isso não quer dizer que não acreditássemos na ideia inicial e no desenvolvimento do enredo. E foi sempre isso que nos fez seguir em frente. Não avançamos sem haver história.

– Qual é a sequência do filme de que mais se orgulha?

– Há duas em particular: a primeira é a que mostra a vida de Carl e da mulher. É um pequeno filme em si. A outra é quando Carl deixa ir a casa dos balões a flutuar. É um momento mágico.

PERFIL

Pete Docter, nascido há 41 anos no Minnesota (EUA), sempre se dedicou à animação, mas a primeira longa-metragem por si realizada foi ‘Monstros e Companhia’, em 2001.

 

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