"Não existe isso de novo Ney"

Filipe Catto inicia hoje digressão em Portugal. No Brasil chamam-lhe o novo Matogrosso.
Por Miguel Azevedo|01.03.17
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"Não existe isso de novo Ney"

O músico brasileiro Filipe Catto inicia esta quinta-feira em Lisboa (Estúdio Time Out) uma mini-digressão de três datas em Portugal. Na sexta-feira, canta no Casa da Cultura de Ílhavo e no sábado no Theatro Circo em Braga. Em palco está o segundo e último disco da carreira, ‘Tomado’, lançado em 2015. "Será um espetáculo muito cru, muito teatral, com momentos muito emocionantes e empolgantes. Aquilo que trago a Portugal é uma proposta mais rock e mais voltada para os dias de hoje, mas é acima de tudo um espetáculo de um intérprete de canções", revelou ao Correio da Manhã.

Sobre ‘Tomada’, disco aclamado no Brasil, diz simplesmente que se trata de um trabalho de amadurecimento natural, onde as parceiras ganham nova força. "O meu primeiro disco foi mais solitário. Era um registo de 20 anos e era quase uma colcha de retalhos. Este está agora mais virado para o presente".  

De regresso a Portugal, por onde já passou anteriormente com o seu disco de estreia ‘Fôlego", Filipe Catto não poupa elogios ao panorama cultural português e ao que por cá se vai fazendo, sobretudo em matéria de música. "A qualidade dos textos em Portugal é uma coisa que me encanta profundamente. Acho que a música portuguesa é muito visceral e poética. No Brasil há uma tendência maior para a música ser mais ritmo", diz o cantor que é especialmente fã de António Zambujo, Gisela João e Dead Combo.

Nascido em Rio Grande do Sul, em Setembro de 1987 e dono de uma voz muito particular, Filipe Catto não se livrou das comparações quando decidiu colocar o seu pé no mundo da música. Para muitos, Catto era o novo Ney Matogrosso. "É natural que as pessoas façam comparações. Quando aparecemos toda a gente procura perceber onde é que nos pode colocar, mas isso nunca me incomodou", garante. "Não existe isso de novo Ney, porque Ney há só um. Ele tráz sempre coisas novas e para além do mais eu tenho tanto em comum com o Ney como com a Cássia Eller ou com qualquer outro artistas que surja como intérprete. Acho que já passou esse período das comparações".  

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