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Correio da Manhã

Cultura
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Nicole Eitner tem novo disco

Cantora lusa-alemã lança 'Fade to Shade'.
Miguel Azevedo 16 de Maio de 2015 às 20:39
Nicole Eitner
Nicole Eitner FOTO: Sérgio Lemos

Nasceu na Floresta Negra, na Alemanha, num sítio ironicamente chamado La, mas foi por cá, em Portugal, que Nicole Eitner construiu lentamente um espaço muito seu, um espaço onde as reminiscências de uma música clássica influenciada por Bach ou Chopin vivem em comunhão perfeita com a intensidade de uma música mais pop que bebe a nomes tão distintos quanto David Sylvian, Depeche Mode ou Nine Inche Nails.

O novo disco, ‘Fade To Shade’, é o terceiro capítulo de uma história que começou lá atrás, na infância, mas que demorou a ser contada ao público, por inocência, primeiro, e por insegurança depois.

Nicole Eitner terá, porventura, acreditado tarde que a sua música poderia despertar o interesse de terceiros, mas em boa hora o contrabaixista Zeca Neves a convenceu a tirar as canções da gaveta. "Escrevo desde os dez anos, mas foi o Zeca Neves que me convenceu a mostrar as minhas canções aos outros. Acho que foi nessa altura que comecei a acreditar que poderia haver outras pessoas interessadas em ouvir--me", conta.

"Comecei muito cedo a ter uma atitude quase autista de tocar pianinho. Desde os cinco anos que o piano é o meu melhor amigo", diz a cantora, filha de mãe portuguesa e pai alemão. ‘Fade To Shade’ foi todo ele composto ao piano de Thilo Krasmann, um facto que por si só acabou por ser inspirador. "Aquele piano tem um som e uma história que não sei explicar, mas quando me sento parece que a música sai logo."

Para o novo disco, Nicole Eitner contou uma vez mais com a colaboração dos The Citizens, formados por Miguel Menezes (baixo e voz), João Gomes (sintetizadores) e o grande Alexandre Frazão (bateria). "Um dia liguei ao Alexandre a perguntar se ele tinha um aluno para tocar comigo. Ele pediu-me para enviar as músicas e algum tempo depois mandou-me um SMS a dizer: ‘Eu faço’", conta Nicole Eitner, que começou o seu trajeto em 2007 com o disco ‘Vampires’. "Comecei lentamente por coisas mais emocionais, ao piano e ao violino", conta.

Depois de dois anos de digressão, começou a conquistar um público fiel, que religiosamente ia aparecendo nos seus espetáculos, cada vez em maior número, até ao dia em que teve de começar a sentar-se no chão. "Sei que a minha música não é mainstream, para passar nas rádios, mas as minhas canções são daquelas que vêm devagar e chegam para ficar."

Nicole Eitner disco the citizens
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