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Correio da Manhã

Cultura
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NO INÍCIO ERA ASSIM

Depois dos bem sucedidos álbuns 'Mali to Memphis', 'Louisiana Gumbo' e 'Mississipi Blues', a Putumayo World Music (editora representada em Portugal pela Nucolour Records) está de volta aos blues com um disco que não podia ser mais oportuno, ou não tivesse o Congresso Americano designado 2003 como, precisamente, o ano do blues.
1 de Setembro de 2003 às 00:00
 Johnny Copeland (esquerda) Robert Cray e Albert Collins
Johnny Copeland (esquerda) Robert Cray e Albert Collins FOTO: d.r.
O disco, 'American Blues', reúne um total de 14 nomes, entre as verdadeiras lendas e os novos artistas que ajudam a manter vivo o blues, afinal de contas o género que serviu de base a toda a música americana, do rock ao hip-hop, passando pelo jazz, pela soul e pelo gospel.
Trata-se de um trabalho de celebração da alma e do verdadeiro espirito americano no que toca à música, reunindo nomes que, embora pouco nos digam, muito têm feito por alimentar um género que é hoje o expoente máximo da chamada cultura afro-americana.
Especial atenção merecem Arthur Adams e o seu convidado especial, B.B.King, no tema 'Get You Next To Me', Ruth Brown com 'Good Day For The Blues', Taj Mahal (talvez um dos maiores responsáveis pela divulgação do blues tradicional) com 'Cakewalk Into Town', Robert Cray e Albert Collins com 'She's Into Something' e os mais novatos Chris Thomas King ('Why Blues') ou Susan Dedeschi ('Just Wont Born').
origens não documentadas
As exactas origens do blues não estão documentadas, mas acredita-se que o seu início esteja relacionado com a época da escravatura nos Estados Unidos. Os entendidos acreditam que oblues começaram a tomar forma nos campos da algodão no Sul dos EUA, pelas mãos dos escravos negros que depressa começaram a compor um estilo de música mais caracterizada pelas emoções do que pelos recortes técnicos.
Foi a invenção do fonógrafo e a consequente sede pela comercialização da música que fez o resto.
Hoje, os blues não só são a base de toda a música americana como fizeram desenvolver um número de sub-géneros quase incontável.
Para ouvir estão ainda Keb Mo', Henry Gray, Sugar Pie Desanto, Raful Neal, Otis Rush, Sunpie Branes, Eric Bibb e Solomon Burke, da guitarra acústica do delta do Mississipi ao 'drive' eléctrico urbano de Chicago.
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