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Correio da Manhã

Cultura
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Noite digna de Kings

Um palco simplista, quatro bancos brancos alinhados, mais de 20 mil pares de olhos à espera de Erlend Oye e Eirik Glambek Boe. Numa espécie de contraposição àquilo que o público de Paredes de Coura está habituado, o som das guitarras acústicas dos Kings of Convenience encheu o recinto até à última fila na madrugada de sexta-feira, a terceira desta 19ª edição.
21 de Agosto de 2011 às 00:30
Erlend Oye, dos Kings of Convenience, conquistou o festival
Erlend Oye, dos Kings of Convenience, conquistou o festival FOTO: Hugo Lima

Com uma ‘setlist' bem preparada, os noruegueses arrancaram aplausos de um público que acompanhou em coro grande parte dos temas. ‘Misread', ‘I Don't Know What I Can Save You From' ou ‘I'd Rather Dance With You' foram algumas das canções de uma noite quente. "Só os conhecia da rádio, surpreenderam-me. Aqui em Paredes estamos habituados a grandes guitarradas e com bateria sempre a abrir, mas num dia como o de hoje, soube bem acalmar um bocado", disse ao CM Joel Carvalho, de 19 anos, que veio pela primeira vez de Coimbra a Paredes de Coura. De sorriso nos lábios, a portuense Carolina Meireles, de 25 anos, concorda. "Concerto de paz. Ao vivo são bastante melhores."

Antes coube aos The Joy Formidable abrir o palco principal. O indie-rock dos galeses surpreendeu os poucos milhares que se iam aglomerando no recinto. Mais tarde, o math rock dos Battles - espécie de mistura de jazz com rock experimental - e o punk dos norte-americanos Deerhunter aqueceram a multidão. Marina & The Diamonds fecharam a noite.

Ontem, na última noite desta edição, destacaram-se Two Door Cinema Club, Mogwai e Death From Above 1979.

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