Artur Virgílio Alves Reis é o maior burlão português, autor da célebre falsificação de notas do Banco de Portugal. Uma delas, de 500 escudos, foi ontem a leilão, em Lisboa, e foi arrematada pelo preço-base de 2600 euros, menos que os 7500 euros conseguidos por uma nota idêntica em 2005. A nacionalidade do investidor ainda é desconhecida, pois a nota foi licitada por telefone.<br/><br/>
Mas não foi esta a peça-rainha do leilão da Numisma que ontem e anteontem decorreu em Lisboa. Numa época "em que o valor do ouro continua a subir nos mercados internacionais", como confirma o gestor da Numisma, Javier Salgado, as mais de 500 moedas raras cunhadas no Brasil e em Portugal são um bom investimento.
Daí a afluência, ontem confirmada pelo CM, numa sala cheia de investidores, portugueses e brasileiros, sobretudo homens de meia--idade. O ambiente? Descontraído e com muitos habitués.
Entre os lotes mais apetecíveis, um Meio Justo de D. João II (conhecido por ‘Espadim de Ouro’), a moeda mais valiosa e rara do evento, foi arrematada pelo valor-base: 20 mil euros. Poucas foram as peças licitadas pelo valor de partida ou que nem chegaram a atrair compradores, como a moeda de 5000 reis, de D. Maria, avaliada em 12 500 euros, que ninguém disputou.
A leilão foi ainda uma Dobra de 1727, da Bahia. Chegou aos 14 500 euros, partindo da base de 12 500, um dos valores mais altos deste leilão, e foi para as mãos de um investidor brasileiro.
Ainda em destaque, um dobrão brasileiro de 1726 chegou aos 5200 euros (o preço-base era 3500). Uma outra Dobra de Minas, datada de 1733, conseguiu 3700 euros (para um preço-base de 2500).
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