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Correio da Manhã

Cultura
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Nove querem ir para o Centro da Malaposta

Câmara de Odivelas procura gestor privado para manter equipamento a funcionar.
Ana Maria Ribeiro 28 de Outubro de 2016 às 10:38
O Centro Cultural da Malaposta, no Olival Basto, foi inaugurado em dezembro de 1989
O Centro Cultural da Malaposta, no Olival Basto, foi inaugurado em dezembro de 1989 FOTO: Direitos Reservados
A Câmara Municipal de Odivelas (CMO) lançou, em julho, um concurso público para concessão da gestão e exploração do Centro Cultural da Malaposta, no Olival Basto.

Até setembro, recebeu nove candidaturas, mas não revela a data em que vai anunciar o projeto vencedor. Entretanto, o CM soube que duas das propostas foram rejeitadas e contestam os critérios apresentados pelo júri. Dizem que eventuais problemas de formulação "podem ser resolvidos".

Contactado, o Gabinete de Comunicação da autarquia garante que ninguém foi ainda eliminado e que "as questões alegadas pelos concorrentes estão a ser objeto de análise técnica por parte do júri".

O lançamento do concurso foi polémico desde o início: a CMO aprovou a proposta de abertura do mesmo com os votos favoráveis do PS (que é maioria) e do PSD, mas com votos contra do CDS-PP e do PCP.

Citado pelo jornal digital ‘odivelas.com’, José Maria Pignatelli (CDS) lamentou "a incapacidade da câmara em idealizar um programa de gestão e marketing que tornasse a Malaposta numa alternativa aos espetáculos de Lisboa".

Também o encenador José Peixoto, que manteve, juntamente com o ator Rui Mendes, o Centro Cultural em funcionamento entre o final da década de 80 e 1999, é contra o concurso.

"Vão tentar rentabilizar a Malaposta com espetáculos popularuchos e fáceis. Adivinho que vem aí o teatro para rir, em vez do teatro para pensar, o que é pena", conclui.
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