Barra Cofina

Correio da Manhã

Cultura
7

NOVO LOBO NATUNES APRESENTADO HOJE

António Lobo Antunes comemora esta tarde, a partir das 18h00 no São Luiz, os 25 anos de ‘Memória de Elefante’, recorde-se, primeira obra de vida literária que hoje mesmo dá novo fruto, leia-se, livro: ‘Eu Hei-de Amar uma Pedra’.
9 de Novembro de 2004 às 00:00
Ao novo romance que, à semelhança dos anteriores, ostenta a chancela da Dom Quixote, editora também responsável pela ‘Fotobiografia’ do escritor, um trabalho de Tereza Coelho, a somar ao programa de festas deste aniversário.
E, por programa, adiante-se que este começa logo pela manhã, às 10h30, com a montagem de uma exposição temática, para terminar, noite dentro com jantar, seguido de espectáculo a cargo de Katia Guerreiro, Vitorino e Janita Salomé.
Durante a apresentação de ‘Eu Hei-de Amar uma Pedra’, tarefa entregue à Professora Maria Alzira Aleixo e ao escritor Mário Cláudio, vão usar da palavra quem melhor lhe conhece, senão a vida, a obra: María Luisa Blanco, Mats Gellerfelt e Wolfram Schutte.
Em declarações à Lusa, António Lobo Antunes disse, de quem é e do que faz que, como escritor, é “um caçador de palavras”, sendo a escrita “uma arte difícil”.
“Na posse de alguns procedimentos técnicos podem fazer-se algumas narrativas escorreitas”, afirmou, antes de acrescentar: “Há todo um trabalho inicial, como um jardineiro que prepara o jardim, tem de escavar e lá no fundo encontra um tesouro que é o livro”.
Quando começa a escrever, António Lobo Antunes está longe de saber se o que escreve virá a ser livro, essa, é uma decisão que deixa para depois, depois do ponto final, tal como o título.
Perfeccionista até ao desespero e humilde até se confundir com o contrário, foi já este ano distinguido com um dos mais importantes prémios literários internacionais, de nome, ‘Jerusalém’.
Ver comentários