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Correio da Manhã

Cultura

O enorme talento de Camané

Para um fadista não é fácil entrar em universos musicais bem diferentes. Mas foi o que fez, e bem, Camané, sexta-feira à noite no Teatro S. Luiz, em Lisboa.
29 de Abril de 2007 às 00:00
Camané no S. Luiz até dia 6
Camané no S. Luiz até dia 6 FOTO: Sérgio Lemos
Com efeito, só alguém com um enorme talento, e após muito trabalho e ensaio, é que entra no palco da sala principal do teatro cantando ‘The Touch of Your Lips’ – acompanhado por um quinteto de jazz – com o maior à-vontade, como se fosse o seu estilo de sempre.
Além do quinteto formado por Filipe Melo (piano), Bernardo Moreira (contrabaixo), Mário Delgado (guitarra), Alexandre Frazão (bateria) e João Moreira (trompete), Camané foi acompanhado também pela Orquestra Sinfónica Portuguesa, dirigida por Pedro Moreira, autor dos arranjos com Pedro Moreira, Bernardo Sassetti, Mário Laginha e Filipe Melo.
Na vasta panóplia de 22 canções que integraram o repertório, algumas soaram melhor do que outras, por se adequarem mais ao estilo de voz de Camané. Entre as mais conseguidas destacamos ‘Temporal’ (Tony de Matos), ‘Reflexão Total’, (António Gedeão musicado por Pedro Moreira), ‘Margarida’ (Mário Laginha), ‘A Brisa e Eu’ (Johnny Alf), ‘Que Reste t’il de Nos Amours’ (Charles Trenet), ‘Ne Me Quittes Pas’ (Jacques Brel), ‘Que c’est Triste Venice’ (Charles Aznavour), e ‘Estate’ de Humberto Tozzi.
Camané homenageou, com devoção e empenho, as canções e os músicos da sua vida. E continuará a fazê-lo até ao próximo dia 6, de quinta a domingo, sempre às 21h00.
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