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Correio da Manhã

Cultura
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O eterno mistério da voz humana

Uma das peças imortais de Jean Cocteau, obra de referência já interpretada por algumas das actrizes mais celebradas de todo o Mundo – como Simone Signoret, Ingrid Bergman ou Liv Ullmann – ‘A Voz Humana’ tem nova encenação. João de Mello Alvim estreia-a a 18 na Casa de Teatro de Sintra, na voz e no corpo da actriz Alexandra Diogo.
16 de Março de 2010 às 18:08
A actriz Alexandra Diogo interpreta uma personagem que foi criada há 80 anos por Jean Cocteau
A actriz Alexandra Diogo interpreta uma personagem que foi criada há 80 anos por Jean Cocteau FOTO: D.R.

Em 1930, Jean Cocteau – poeta, romancista, dramaturgo, actor, encenador, realizador de cinema – escreveu ‘A Voz Humana’ como reacção às críticas dos actores, que o acusavam frequentemente de privilegiar a figura do autor e do encenador em detrimento do intérprete nos seus espectáculos.

 

Assim, nesta peça, o domínio total da cena está nas mãos de uma personagem feminina que, sozinha em palco, fala durante cerca de uma hora ao telefone com o amante, que a deixou para se casar com outra mulher.

 

Ao contrário de ‘Medeia’, que planeia – e executa – uma vingança terrível sobre o homem que a trocou por uma mulher mais jovem, a protagonista de ‘A Voz Humana’ não tem forças nem argumentos para lidar com o sofrimento. O seu apelo patético não terá, portanto, quaisquer consequências – a não ser entreter, e comover, o espectador.

 

O encenador – e também director da Companhia de Teatro de Sintra – João de Mello Alvim decidiu montar a peça, e chamou a actriz Alexandra Diogo para a interpretar. O resultado pode ser apreciado na Casa de Teatro de Sintra de 18 de Março a 4 de Abril, de quinta a sábado às 21h30 e aos domingos às 16h00.

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