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Correio da Manhã

Cultura
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O fado de Mariza com pitada de jazz

A actual digressão de Mariza faz, terça-feira, uma paragem em Portugal: a cantora actua, a partir das 22h00, na Cidadela de Cascais no âmbito do CoolJazz Festival.
24 de Julho de 2005 às 00:00
Mariza
Mariza FOTO: Jorge Paula
No entanto, trata-se da primeira e única vez que a fadista se apresenta na zona de Lisboa com a formação que a acompanha na actual digressão europeia por festivais de jazz: António Barbosa (violino), Ricardo Mateus (viola d’arco), Paulo Moreira (violoncelo), Vasco Sousa (baixo), João Pedro Ruela (percussão) e, claro, Luís Guerreiro e António Neto, em guitarra portuguesa e acústica, respectivamente.
Hoje mesmo, a ‘comitiva’ leva a canção nacional ao prestigiado festival Blue Note, na cidade belga de Gant, onde o cartaz inclui também a cubana Omara Portuondo.
Ontem, ao Correio da Manhã, Mariza confirmou as excelentes recepções que tem tido por esses palcos fora. “O jazz tem muito a ver com a improvisação e o fado também a tem. E o fado que faço tem cada vez mais sonoridades do Mundo. Este espectáculo (que mistura temas do novo álbum, ‘Transparente’, e dos precedentes) é muito mais intimista, tem muito jazz”.
De acordo com a artista, o concerto de terça-feira constitui uma oportunidade única para apreciar o ‘swing’ do fado. “Vou realizar mais concertos em Portugal mas não com esta formação”, explicou.
E depois de ter lotado as maiores salas da Europa, Mariza rumará aos Estados Unidos para cantar, “a convite”, em salas como o Carnegie Hall, em Nova Iorque.
‘Transparente’ está, por esta altura, a ser comercializado no país cuja apetência para o fado da cantora é “grande”. A prová-lo estão as extensas entrevistas que Mariza deu ao ‘The New York Times’ e ao ‘Washington Post’.
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