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Correio da Manhã

Cultura
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O GRITO E MADONNA NÃO TINHAM SEGURO

As duas obras do pintor norueguês Edvard Munch roubadas no domingo de um museu de Oslo não tinham seguro contra roubo.
24 de Agosto de 2004 às 00:00
“As obras ‘O Grito’ e ‘Madonna’ estavam seguras contra incêndio e danos provocados pela água mas não contra roubo”, declarou John Oyaas, director do Oslo Forsikring, entidade responsável pela segurança dos bens da capital da Noruega. “Estas pinturas são insubstituíveis e, como tal, não faz qualquer sentido segurá-las contra roubo”, justificou o responsável.
O roubo dos quadros do pintor expressionista norueguês do Museu Munch, em Oslo, deixou a Noruega em estado de choque e indignação.
A ministra da Cultura, Valgerd Swarzstad Haugland, queixou-se da falta de segurança. “Isto é totalmente terrível e chocante. São tesouros nacionais de grande valor”, declarou, enquanto o director do Museu, Gunnar Sorense, defendeu o contrário, alegando que, logo que o assalto teve início, disparou um alarme silencioso.
Não querendo entrar em pormenores acerca do sistema de segurança do espaço, o responsável mostra-se, todavia, optimista quanto à recuperação dos quadros. “Não sei o que os ladrões pensam fazer mas as obras são tão famosas que não vai ser fácil vendê-las no mercado negro”, considerou.
Só ‘O Grito’, uma das quatro versões realizadas por Munch em 1893, está avaliado em cerca de 62 milhões de euros no mercado livre. E, até ao final da tarde de ontem, a polícia norueguesa declarava não possuir quaisquer pistas sobre os assaltantes ou ter recebido um pedido de resgate.
Domingo de manhã, dois indivíduos encapuzados e armados entraram no Museu Munch e, após ameaçarem um segurança com uma arma de fogo, apoderaram-se dos dois quadros em menos de um minuto e fugiram num automóvel roubado, conduzido por um cúmplice.
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