Barra Cofina

Correio da Manhã

Cultura
6

O jazz aveludado de Stacey Kent

Com uma voz cheia de suavidade, comparável ao veludo, a norte-americana Stacey Kent deixou rendido o público que quase esgotou o Grande Auditório do CCB na noite de quarta-feira.
1 de Junho de 2007 às 00:00
A cantora Stacey Kent
A cantora Stacey Kent FOTO: João Cortesão
Iniciado o concerto com ‘Too Darn Hot’, de Cole Porter, em tempo rápido, não seria de imaginar que a cantora iria caminhar pela bossa nova, não só no ‘Corcovado’ de Tom Jobim mas também numa série de standards cantados nesse ritmo. Até o quarteto tocou ‘Desafinado’, numa versão instrumental, mostrando o saxofonista James Tolimson – marido da cantora – a veneração que tem pela sonoridade de Stan Getz.
Além da voz cristalina e dos excelentes arranjos que interpreta, Stacey Kent exibe também uma fabulosa dicção que valoriza imenso o seu trabalho.
Pelo palco desfilaram assim canções como ‘Sleepin’ Bee’ (Harold Arlen), a canção de amor de ‘Parapluies De Cherburg’ (Michel Legrand), o maravilhoso ‘Jardin d’ Hiver’ (Henri Salvador), ‘Never Let Me Go’, ‘In The Still Of The Night’, ‘It Might as Well As Well Be Spring’, assim como uma série de outros clássicos que conduziram a um grande final, com um espantoso ‘Stardust’, apresentado já em encore.
Com uma carreira iniciada em 1997 com o disco ‘ Close Your Eyees’, Stacey Kent, agora artista da prestigiada editora Blue Note, tem na à sua frente uma grande carreira dentro deste jazz vocal que celebra os grandes clássicos.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)