Barra Cofina

Correio da Manhã

Cultura
7

"O que fazemos online deveria ser privado"

Privacidade digital volta a debate com o filme "Snowden".
Daniela Espírito Santo 22 de Setembro de 2016 às 08:43
Luke Harding, autor do livro ‘The Snowden Files’, que deu origem ao filme "Snowden", de Oliver Stone
Luke Harding, autor do livro ‘The Snowden Files’, que deu origem ao filme 'Snowden', de Oliver Stone FOTO: Sérgio Lemos / Correio da Manhã

Estaremos seguros na era digital? O filme "Snowden", de Oliver Stone, que estreia hoje em Portugal, volta a debater os problemas da privacidade na Internet e a falar de segurança digital.

A película foi apresentada esta quarta-feira no Instituto Universitário de Lisboa com a presença do jornalista do britânico The Guardian, Luke Harding, responsável por um dos livros que inspirou o filme.

Durante a conversa com os presentes, Harding fez questão de partilhar o que aprendeu com este caso, relembrando que, graças a Edward Snowden, é possível saber "o que as agências que nos espiam são capazes de fazer". "Não estou a dizer que temos de ser paranóicos, mas encriptar coisas funciona e é a nossa maior defesa", garante.

"Meto o meu iPhone no frigorífico quando tenho reuniões importantes com fontes e encripto alguns dos meus emails", confessa, lamentando que a privacidade digital não seja um dado adquirido. "O que fazemos online deveria ser privado", declara.

Sobre o futuro de Snowden, que desvendou o programa secreto de vigilância mundial da Agência de Segurança Nacional norte-americana, Harding defendeu que, tão cedo, não será possível que regresse do exílio na Rússia, muito menos para os EUA. "Se tal acontecesse, ele seria hiper vigiado. Não com seguranças encorpados, mas seria certamente muito vigiado", brincou.

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)