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Correio da Manhã

Cultura
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O show mais importante

José Cid sobe amanhã ao palco do Campo Pequeno de Lisboa para um concerto a que atribui um significado especial. “É um dos shows mais importantes da minha vida”, disse ao CM. E explicou porquê: “Vou como que revisitar a minha carreira, há convidados e é uma produção cuidada. Além do mais vai ser gravado para edição em CD e DVD”, acrescentou.
23 de Novembro de 2007 às 00:00
O show mais importante
O show mais importante FOTO: Duarte Roriz
Com uma carreira que já ultrapassou os 40 anos e definindo-se como “um cantor que gosta do palco”, José Cid diz estar preparado e “com a voz limpinha” para o espectáculo que, revelou, terá “cerca de três horas”, tempo em que estará, “quase sempre sentado ao piano”, afirmou. “Já não tenho idade para andar aos saltos no palco”, justificou.
Ao longo do espectáculo, quase esgotado, José Cid vai contar ainda com vários convidados, a saber, André Sardet, Luís Represas e o Quarteto 1111, a banda com quem conheceu o primeiro sucesso, ‘El-Rei D. Sebastião, há precisamente 40 anos. Com Tozé Brito (viola-baixo), Michel Silveira (bateria) e Mike Sargent (guitarra), José Cid vai “tocar quatro canções, duas das quais foram alvo da censura. São o ‘Domingo em Bidonville’ e o ‘Doce e Fácil Reino do Blá Blá Blá’, que são do início do rock português. Depois tocamos ainda o ‘El-Rei D. Sebastião’, e o ‘João Nada’”. Outra canção do Quarteto 1111, “um rock chamado ‘Só’”, ficará para mais tarde, interpretada apenas por José Cid.
Num espectáculo “que não será nada íntimo”, José Cid contará ainda com as participações de André Sardet e Luís Represas. “São amigos com quem tenho relações de grande cumplicidade. O Sardet vive em Coimbra, é vizinho de uma sobrinha minha, e há muito que digo que é um artista muito talentoso. O Represas, por seu lado, é também um apaixonado pelos cavalos – até entramos em competições – e sempre me apoiou mesmo nos momentos mais difíceis. Temos uma grande cumplicidade. Agora até estou a dar uma aulas de bateria ao filho dele”, justificou.
PERFIL
José Albano Cid de Ferreira Tavares nasceu na Chamusca a 4 de Fevereiro de 1942. Em ‘56 fundou Os Babies, grupo de versões, em ‘60 o Conjunto Orfeão, mas o êxito só chegou em ‘67, com o Quarteto 1111. Passou depois pelos Green Windows e representou Portugal na Eurovisão, em 1980. Nos anos 70 aventurou--se no rock progressivo e, na década de 90, causou polémica ao posar nu (coberto só por um disco de ouro) contra a discriminação das rádios à música portuguesa.
TRÊS DISCOS PRONTOS
Músico com dezenas de discos editados, José Cid garante que tem três álbuns de originais prontos a lançar no mercado. “Estou só à espera. São o ‘Menino Prodígio’, ‘Quem tem Medo de Baladas’ e o ‘Fados e Fandangos’”, adiantou. Para breve, ainda segundo o autor de ‘Nasci P’ ra Música’ e ‘Como o Macaco Gosta de Banana’, está também prevista a edição de “um quarto álbum de rock progressivo”, género que explorou nos anos 70. “É um projecto que tenho com malta da nova geração. Tem a ver com a reencarnação e a recolha está quase concluída”.
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