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Correio da Manhã

Cultura
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O tempo e a renda de Isabel Mendes Ferreira

Novo livro de poesia pela Labirinto das Letras.
20 de Julho de 2014 às 21:27
A escritora, poetisa e pintora, natural do Montijo, editou o seu primeiro livro de poesia em 1982
A escritora, poetisa e pintora, natural do Montijo, editou o seu primeiro livro de poesia em 1982

“É poesia ou prosa?” Foi com esta interrogação que  Cecília Barreira, investigadora  e professora na Faculdade de Ciências Sociais  na Universidade Nova de Lisboa, começou por apresentar o novo livro de poesia de Isabel Mendes Ferreira ‘o tempo é renda’, já nas livrarias pela editora Labirinto das Letras.

Na verdade, não é fácil definir a poesia de Isabel Mendes Ferreira, dado o elevado grau de inovação da linguagem , de composições singulares e da multiplicidade de leituras que permite. Daí que Cecília Barreira se refira a um “hibridismo entre plasticidades, narrativas diferenciadas” e termine a apresentação da obra a dizer que  Isabel Mendes Ferreira “ é uma outra postura dentro do quadro da narrativa poética que a Academia deveria ler e comentar”. Ora, a nosso ver, a poesia que Isabel Mendes Ferreira cerziu em ‘o tempo é renda’  está nos antípodas do pensamento académico, é pura excelência da metáfora, que nos oferece já na sua última obra  ”As  Lágrimas Estão todas na Garganta do Mar” (2010).

Primeiro livro em 1982

Isabel Mendes Ferreira, escritora, poetisa e pintora, natural do Montijo, editou o seu primeiro livro de poesia em 1982: "Sobre as Ervas um corpo de Junho". No ano seguinte edita na Bertrand "Um Nocturno de Bach e um Relâmpago no Olhar", segue-se “Um Corpo (sub) Exposto” na Imprensa Nacional, sendo 1984 o ano de edição do livro de contos "A Mais Loura de Lisboa". Em 1990 volta à poesia com "A Pele" na Presença, “Ponto Final” na Átrium, “Cantochão” e “Vermelho Doce” na Produce e entra em duas antologias. Em 2010, regressa com "As Lágrimas Estão Todas na Garganta do Mar" da Babel, com chancela da Arcádia.

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