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Correio da Manhã

Cultura
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OBRA ROUBADA DE DA VINCI É UMA FALSIFICAÇÃO BARATA

A pintura “Madona do Fuso”, do mestre italiano Leonardo da Vinci, roubada em Agosto último de um castelo escocês, é, afinal, uma falsificação.
11 de Setembro de 2003 às 00:00
Madona do Fuso
Madona do Fuso FOTO: d.r.
Quem o garante é o especialista Jacques Franck, numa entrevista publicada terça-feira no jornal britânico “The Times”. Segundo Franck, a obra é “uma cópia barata” realizada por um artista menor.
Na sua opinião, a pintura não pôde ter sido realizada pelo mestre renascentista pois as proporções anatómicas do Menino Jesus e da Virgem apresentam falhas enormes, uma negligência grave que nunca teria sido cometida por Da Vinci.
A obra, avaliada entre 36 e 72 milhões de euros, não vale mais do que 140 mil euros, revelou ainda aquele especialista em arte.
A “Madona do Fuso”, recorde-se, foi roubada no passado dia 27 de Agosto do Castelo de Drumlaning, na Escócia, propriedade do Duque de Baccleuch.
Realizada entre 1500 e 1510, a pintura simboliza a Paixão de Cristo e, nela, surge o Menino Jesus agarrado a um fuso em forma de cruz.
Até à data, a polícia ainda não encontrou os ladrões, apesar de terem sido divulgadas várias imagens dos suspeitos, captadas pelo sistema de segurança do castelo.
Na altura, o Duque de Baccleuch, um dos homens mais ricos da Escócia, ofereceu uma recompensa de 150 mil euros.
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