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Correio da Manhã

Cultura
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Oliver Stone: “Devemos muito a Edward Snowden”

Polémico realizador americano chamou "cobra" a Obama e diz que a sua governação é "dececionante", comparando-o a Bush
26 de Agosto de 2013 às 01:00
O filme de Oliver Stone conta uma história diferente dos EUA
O filme de Oliver Stone conta uma história diferente dos EUA FOTO: kimimasa mayama/epa

Oliver Stone volta a estar no centro da polémica. Em digressão mundial para promover ‘The Untold History of the United States’ (‘A História dos Estados Unidos que ficou por Contar’), chamou "cobra" a Barack Obama, avaliando a sua governação como "dececionante", e
não descartou a possibilidade de vir a rodar um filme sobre Snowden.

O CM encontrou o realizador em Karlovy Vary, na República Checa, onde o ouviu elogiar o homem que denunciou o programa de vigilância massiva promovido pelos americanos sobre os cidadãos.

"Snowden é um herói, tal como Julian Assange e Bradley Manning [soldado americano que forneceu dados confidenciais à WikiLeaks]. Estas pessoas tornaram públicos os segredos do governo que os incomodavam", diz Oliver Stone. "Foram punidos, mas devemos-lhes muito."

Conhecido pelos filmes considerados "antiamericanos", neste documentário o realizador analisa a história dos EUA, descrevendo-a como uma corrida ao poder, e acusa o seu país de querer controlar o Mundo.

Num dos capítulos, Stone explica a crise na Europa, desencadeada pelos bancos europeus quando começaram a especular – como os americanos. E fala dos países que estão a crescer: aqueles que rejeitaram o dólar.

Mas o capítulo mais polémico chama-se ‘Bush e Obama: A Idade do Terror’.

"Obama é uma versão suave de Bush. Agora já não se usa o discurso do combate ao terror, mas o que se procura é o controlo global", garante.

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