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Correio da Manhã

Cultura
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OS CASAIS, O AMOR E O SWING

Infidelidade e cumplicidade. A mistura destes dois ingredientes pode resultar numa receita, no mínimo, venenosa.
11 de Novembro de 2004 às 00:00
Explosiva, certamente o dirão os quatro amigos – dois casais – que, ainda que não aderentes do moderno ‘swing’ (troca de parceiros entre casais), acabam por se baralhar nas curvas do amor... e da amizade.
O que é o quê e o que deve prevalecer é a grande discussão de sentimentos em cima da mesa de ‘Desencontros’, a terceira película de John Curran, que junta um elenco de luxo. Laura Dern já não filmava para cinema há três anos e a combinação com os já rodados Ruffalo e Watts não podia revelar maior sintonia.
Daí que o espectador se perca e dificilmente consiga escolher de que lado quer ficar quando os casais, também amigos, se misturam... e tornam a dar.
Por outras palavras, Jack Linden (Mark Ruffalo) e Hank Evans (Peter Krause) são superamigos. Também a mulher de Jack, Terry (Laura Dern), é a melhor amiga de Edith (Naomi Watts), esposa de Hank. Jantam juntos e, deitadas as crianças, o vinho é consumido generosamente e os discos embalam o turpor dos corpos.
Parecem felizes mas não são. Jack e Terry vivem intensamente os problemas do dia-a-dia de serem pais de jovens crianças e a paixão de outrora apagou-se. Já Hank, absorto na escrita, não parece estar muito interessado na monogamia. O resultado, claro está, vai levar os amigos a caírem nos braços (e na cama) do parceiro errado...
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