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Correio da Manhã

Cultura
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'Os Dias da Música' regressam ao CCB

Nos próximos dias 24, 25 e 26 de Abril, os ‘Dias da Música’ regressam ao Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, com a herança do compositor alemão Bach como pano de fundo e concertos para toda a família.
18 de Março de 2009 às 16:21
'Os Dias da Música' regressam ao CCB
'Os Dias da Música' regressam ao CCB FOTO: D.R.

Três dias de ouvidos postos em Johann Sebastian Bach. E no seu enorme legado, mais ou menos óbvio, mas sempre presente em cada acorde, em cada nova melodia que engrandece o conjunto da música clássica. A sonoridade, tantas vezes elitista, volta a ser democratizada na iniciativa ‘Dias da Música’, no CCB, Lisboa, onde se espera um grande enchente, à semelhança das edições anteriores.

A odisseia de música clássica foi ontem apresentada no CCB, que será o palco dos 79 concertos (em sete salas) onde Bach servirá de inspiração até ao improviso encomendado. Nos dias 24, 25 e 26 de Abril, o cartaz de luxo ecoará à beira-Tejo a sonoridade única de vultos como Jacques Louissier e Uri Caine, a par dos nossos melhores trunfos, casos de Mário Laginha – que ontem improvisou a partir de Bach na apresentação do programa à Imprensa –, Bernardo Sassetti e os contrabaixistas Carlos Bica e Carlos Barretto, entre muitos outros que elevam a participação portuguesa aos 53% de toda a programação musical.

Entre orquestras estrangeiras e nacionais, cruzam-se a Orquestra Sinfónica da Ucrânia o King’s Consort e English Chamber com as nossas Metropolitana, a Orquestra do Algarve, a Divino Sospiro, a Orquestra da Câmara Portuguesa e a Orchestrutropica.

A ‘Herança de Bach’ dá o mote a um repertório de iniciativas variadas, de onde se destacam, além dos concertos agendados, algumas encomendas especiais para este programa, feitas a algumas figuras nacionais (Sassetti, António Pinho Vargas, entre outros), as ‘Lições de Bach’, uma espécie de audições a alunos de 40 escolas de músicas de todo o país, entre os oito e os 24 anos, de “grande excelência” como garante o assessor do CCB, João Godinho, itinerários (sugestão de programas diários) para ajudar o público a fazer a melhor escolha, conversas entre músicos e o público e iniciativas “para os miúdos e os muito, graúdos”, como sublinhou Mega Ferreira, presidente do conselho de administração do CCB, integradas na agenda recheada da Fábrica das Artes. 

Para o fim-de-semana da música clássica há 34 768 bilhetes à disposição. A iniciativa tem o orçamento de 700 mil euros e, a nível de receitas, espera-se um retorno total de 450 mil euros: 160 mil euros em bilheteira e 290 mil em patrocínios. Pelo recinto, os pianos espalhados dão o mote e convidam à interactividade. “Uma grande chapelada a Bach é o que vai ser”, resume Mega Ferreira.

 

 

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