Barra Cofina

Correio da Manhã

Cultura
9

Paredes de Coura arranca com música portuguesa

Festa promete a edição “mais bonita” de sempre com diz extra “para ajudar os músicos”.
Ana Maria Ribeiro 16 de Agosto de 2022 às 01:30
Festival Paredes de Coura
Festival Paredes de Coura FOTO: Hugo Lima
É o mais antigo festival de música de Portugal – em edições consecutivas – e só a pandemia o conseguiu travar. Esta terça-feira, dois anos depois da última edição, o Paredes de Coura está de volta e a organização espera esgotar o recinto, acolhendo 115 mil pessoas durante cinco dias de festa (em vez dos quatro habituais).

“A estimativa é receber 23 mil pessoas por dia”, explica o diretor do evento, João Carvalho. “Não queremos vender nem mais um bilhete, porque não queremos que as pessoas percam a comodidade”, acrescenta.

Na 28ª edição, o Paredes de Coura, no Alto Minho, promete 71 concertos e o programa desta terça-feira é inteiramente dedicado à música nacional, incluindo prestações de Noiserv, Benjamim, Samuel Úria e Linda Martini, entre muitos outros. Os concertos começam a seguir ao almoço e só param pela noite dentro.

João Carvalho diz que vai ser a edição “mais bonita de sempre” e justifica o “dia extra” com a necessidade de compensar os artistas portugueses, impedidos de trabalhar durante dois anos.

“Somos sensíveis a tudo o que se passou durante este período. Foram muitas bandas que não tocaram, muitos técnicos que não trabalharam. Mesmo nós, passando pelo mesmo e estando privados de trabalhar durante dois anos, com poucos subsídios - poucos ou nenhuns, porque infelizmente não se tem olhado com grande carinho para a cultura. Resolvemos injetar mais um bocadinho de ternura ao festival”, conclui.

Eventos já somam 1,2 milhões de espectadores
Com o mês de agosto a meio, começa a aproximar-se o fim da temporada dos festivais de verão e, pelas contas do CM, já terão ido a estes eventos de massas 1,231 milhões de pessoas. E isto só para contabilizar as presenças nos festivais mais importantes e expressivos do País.

Mas os números ainda não estão fechados: nas agendas dos festivaleiros estão também marcados o Vilar de Mouros, em Caminha (dias 25, 26 e 27 deste mês) e, na capital, o Kalorama (1, 2 e 3 de setembro), o Jardim Sonoro (de 2 a 4) e o Festival União Hip Hop + Reggae (prometido para dia 17).

No top 3 dos festivais com maior audiência, o Rock in Rio Lisboa, realizado entre 18 e 26 de junho, no Parque da Bela Vista, ocupa o primeiro lugar destacado, com 287 mil pessoas; seguindo-se o Nos Alive (6 a 9 de julho, em Algés, Oeiras) com 210 mil entradas e O Sol da Caparica, em Almada, que atraiu 175 mil pessoas. 

Campeão de público volta em 2024
O festival campeão de audiências em Portugal, o Rock in Rio Lisboa, volta em 2024 e a diretora do evento, Roberta Medina, diz que “este é um casamento para durar”. Nas últimas edições, à multidão de portugueses têm-se juntado os turistas que enchem a capital e estrangeiros que marcam as suas férias para estarem presentes nesta festa.

José Cid no adeus ao Sol da Caparica
Com mais um dia – o quinto, e último – esgotado, o festival O Sol da Caparica, em Almada, despediu-se esta segunda-feira do público com mais uma revoada de concertos cantados em português. Na festa da lusofonia, não podia faltar ‘Sir’ José Cid, que abriu a sua atuação com ‘Cai Neve em Nova Iorque’ e recordou grandes canções do rock português.
Paredes de Coura Rio Lisboa Portugal Alto Minho Rock João Carvalho Sol O Caparica Almada
Ver comentários