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PEÇA DE CESARINY CONTRA O FASCISMO E A FAVOR DO HUMOR

O encenador e cenógrafo Nuno Carinhas e a coreógrafa Paula Massano estreiam esta noite, na Sala Garrett do Teatro Nacional D. Maria II, "Um Auto para Jerusalém", peça que Mário Cesariny escreveu em 1946 e que até à data conheceu uma única encenação, logo após o 25 de Abril.

20 de junho de 2002 às 23:00

A história conta-se em poucas palavras: um grupo de intelectuais reúne-se no "Académico-Clube dos Sábios de Jerusalém" para escrever uma obra sobre a língua hebraica mas o Menino Jesus vem interrompê-los.

Diz que há injustiças no mundo e que é preciso agir. Finalmente, entra o Homem da Gestapo para levar toda a gente para a cadeia...

Embora tenha assinado este texto um ano antes de ter oficialmente aderido ao Movimento Surrealista, Mário Cesariny tem plena consciência de que se trata de uma peça muito pouco ortodoxa. Chama-lhe uma "farsa farsalhona" e diz que foi escrita como um manifesto antifascista.

Quanto a João Grosso, director artístico do D. Maria II, diz que desafiou Nuno Carinhas e Paula Massano para construirem um espectáculo a "quatro mãos" porque lhe parecia que este "Auto" necessitava de uma leitura muito "física".

Tanto que, mesmo antes de começarem os ensaios propriamente ditos, realizaram-se vários ateliers de movimento, coordenados por Paula Massano, para que o resultado fosse um espectáculo com uma componente coreográfica forte.

A liderar o elenco deste trabalho encontraremos a actriz Luísa Cruz, no papel de Orador - uma personagem que conduz o público pela mão, apresentando-lhe as personagens e comentando a acção.

No palco estarão ainda Miguel Urgeghe, Maria Duarte e outros.

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