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Correio da Manhã

Cultura
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Peça procura ligar o divino ao humano

Rafael Carriço, director e coreógrafo da Vórtice, criou, com Cláudia Martins, ‘A Solo com os Anjos’. O grupo dança hoje em Fátima.
3 de Maio de 2006 às 00:00
Correio da Manhã – Qual a importância desta apresentação para uma plateia de 2200 espectadores?
Rafael Carriço – Esta peça é uma co-produção com o Santuário de Fátima e foi pensada como uma oferta para o público local e alguns visitantes. Para além do tema, que procura ligar o divino ao humano, representa a estreia da companhia na cidade em que está sedeada, num grande auditório, o Paulo VI.
– Uma grande produção deste género envolve várias colaborações?
– Até à estreia temos contado com o nosso esforço e o dos bailarinos, pois fomos buscar o financiamento básico à nossa escola... Recentemente, fomos contemplados no concurso pontual do Instituto das Artes/Ministério da Cultura, com uma verba que apenas cobrirá uma parte dos custos.
– Que projectos tem a Vórtice para um futuro próximo?
– No início de 2007, iremos a França, país onde vamos pela primeira vez. Mas antes passamos pela Hungria, onde actuaremos no Teatro Nacional, e temos mais espectáculos em Fátima e em Vila Real de Santo António. Posteriormente, dançaremos no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz. Estamos a tentar viabilizar, com o apoio do Instituto Camões, a apresentação do grupo na Roménia, onde já dançámos alguns duetos e até coreografámos uma peça para o Teatro Odeon.
PERFIL
Antigo bailarino da Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo, Rafael Carriço, natural da Figueira da Foz, tem conquistado vários prémios internacionais ao lado de Cláudia Martins. É director e coreógrafo da Vórtice, fundada em 2003 e sedeada em Fátima.
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