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Correio da Manhã

Cultura
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Peça sobre um futuro assustador em cena no Teatro D. Maria II

Gonçalo Waddington escreveu, encenou e interpreta 'O Futuro Próximo’.
Ana Maria Ribeiro 8 de Dezembro de 2019 às 10:02
Atores dão corpo a seres geneticamente modificados, que têm uma esperança de vida muito maior do que a nossa
Atores dão corpo a seres geneticamente modificados, que têm uma esperança de vida muito maior do que a nossa FOTO: Filipe Ferreira
E se os cientistas criassem um novo tipo de ser humano, perfeito, que dispensasse a capacidade reprodutora? Esses novos seres, seriam felizes? Eis a questão que Gonçalo Waddington se colocou e que o levou a escrever a tetralogia ‘O Nosso Desporto Favorito’, cuja terceira parte – intitulada ‘O Futuro Próximo’ – está já em cena no palco do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa.

Depois de ‘Presente’ (apresentada em 2016) e ‘Futuro Distante’ (2017), este ‘Futuro Próximo’ mostra-nos um grupo de seres quase eternos – ou pelo menos com uma esperança de vida muito acima da nossa – a questionarem se terá valido a pena terem dedicado todo o seu tempo e energia a este projeto.

"Para viverem mais, com corpos bem conservados, as personagens da minha peça abdicaram de tudo: do amor, da amizade, da cultura... E para quê?", questiona Gonçalo Waddington, que além de ter escrito a peça e de a encenar, ainda aparece em palco ao lado de Carla Maciel, Carla Bolito, Teresa Sobral e Tónan Quito.

"Este tema do porvir, da criação de futuros distópicos, dominados pela evolução tecnológica, não é novo - muita gente a teve antes de mim, mas apeteceu-me escrever sobre o assunto e não o fiz para deprimir ninguém: a peça faz as pessoas pensarem nas suas opções, mas fá-lo de forma divertida."

‘O Futuro Próximo’ estará em cena na Sala Garrett do D. Maria II até dia 15. Os bilhetes custam entre 9 e 16 euros.
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