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Correio da Manhã

Cultura
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Periferias quer bater um recorde

Diretor pensa em formas para alargar o âmbito do evento.
Ana Maria Ribeiro 1 de Março de 2016 às 19:07
Festival espera um aumento de público na ordem dos 60%, num ano que considera ser de consolidação
Festival espera um aumento de público na ordem dos 60%, num ano que considera ser de consolidação FOTO: DR
À quinta edição, que arranca já amanhã e se prolonga até ao dia 13 de março, o diretor João de Mello Alvim diz que o Periferias – Festival Internacional de Artes Performativas chegou ao "ano da consolidação" e espera um aumento de público na ordem dos 60%. Ou seja, o objetivo é bater um recorde de visitantes, que se espera que ultrapassem as 5700 pessoas.

Para tal, o Periferias conta neste ano com mais espaços: estende-se agora ao MU.SA (Museu de Artes de Sintra), ao bar Legendary Café (para a música e projetos jovens) e às escadarias do Palácio Nacional de Sintra. Além disso, o festival vai chegar também ao Cacém (Auditório Municipal António Silva) e a Queluz (Teatroesfera).

Em termos de programação, o evento recebe, pela primeira vez, as artes da Guiné-Bissau, com o grupo do Teatro do Oprimido, que vem juntar-se a artistas do Brasil, Cuba, Moçambique, São Tomé e Príncipe e a vários grupos portugueses.

"A nossa associação [Chão de Oliva] está a celebrar 29 anos de existência e a experiência mostrou-nos, ao longo deste tempo, que as coisas fazem-se aos poucos", diz ao CM o responsável pelo festival, que começou em 2012. "Este ano, a câmara municipal já nos incluiu na agenda cultural, o que significa que já nos vê como mais- -valia para a região", sublinha João de Mello Alvim.

A pensar num futuro crescimento, "quer em termos de espaços quer de oferta", o diretor do Periferias diz que a grande novidade deste ano é a rubrica Conversas com Escritores e o crescimento exponencial da feira do livro temático, que neste ano reúne 500 títulos. Duas iniciativas com entrada livre.

"Contamos que o Periferias cresça e quebre barreiras, traga públicos e suscite críticas, função essencial de um teatro que se quer vivo, interventivo, acarinhado e participado", diz Basílio Horta, presidente da autarquia de Sintra, sublinhando que o festival "veio para ficar".

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