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Correio da Manhã

Cultura
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Perigo iminente

O Palco Oriental, Associação Cultural criada em 1989 mas que, na prática, funciona desde 1979 num edifício abandonado no Beato, Lisboa, enfrenta um dos momentos mais críticos da sua existência: está prestes a deixar a sua sede, propriedade da igreja, por ordem do Supremo Tribunal de Justiça.
31 de Março de 2008 às 00:30
Presidente da entidade cultural está à espera de um contacto por parte da igreja
Presidente da entidade cultural está à espera de um contacto por parte da igreja FOTO: Pedro Catarino

Segundo João Jorge Meirim, presidente da associação, ainda não existe um prazo estabelecido para a saída e, para ele, a esperança é a última a morrer.

Segundo a mesma fonte, a solução para o problema passa por sensibilizar a igreja para a pertinência do trabalho da associação ou conseguir convencer a Câmara Municipal de Lisboa a encontrar um espaço de funcionamento alternativo para o Palco Oriental.

"Neste momento, a bola está do lado da Igreja e esperamos que nos contactem para conversar sobre o assunto", conta Meirim ao CM. "Anossa esperança é de que reconheçam que, numa zona carenciadíssima de equipamentos culturais como esta, o desaparecimento do Palco Oriental representa uma perda irreparável para milhares de crianças e jovens da freguesia."

OPalco Oriental, que é economicamente independente – sobrevive da bilheteira e de um apoio da Junta de Freguesia –, serve regularmente criadores, entre gente do teatro, da música e da dança, e tem uma assistência sobretudo juvenil. Otrabalho para as escolas é um dos pilares da associação."Cercadevintemil crianças das escolas de Lisboa e Amadora viram o nosso último espectáculo, ‘Movimento Reciclante’", sublinha João Jorge Meirim.

Contactada a Igreja do Beato, fonte interna disse que o assunto está entregue aos advogados.

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