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Correio da Manhã

Cultura

Perigos do Islão em ‘Fúria Divina’ (COM VÍDEO)

José Saramago não foi uma das centenas de pessoas presentes no lançamento do novo romance de José Rodrigues dos Santos, mas nem por isso o nome do Nobel da Literatura deixou de ser ouvido ontem à tarde no Centro Comercial Colombo, em Lisboa, onde foi apresentado ‘Fúria Divina’, que aborda o perigo de um atentado nuclear da Al-qaeda.
25 de Outubro de 2009 às 00:30
Autor do romance teve a seu lado o ex-operacional da Al-Qaeda e fundamentalista islâmico Abdullah Yusuf
Autor do romance teve a seu lado o ex-operacional da Al-Qaeda e fundamentalista islâmico Abdullah Yusuf FOTO: Vítor Mota

“É interessante que ‘Fúria Divina’ chegue num momento em que há muita polémica com outro romance”, disse Rodrigues dos Santos, referindo-se às críticas dirigidas a Saramago pela “interpretação literal” do Antigo Testamento em ‘Caim’. Segundo o jornalista da RTP, o principal tema do seu livro, novamente protagonizado por Tomás de Noronha (como ‘O Códex 632’, ‘A Fórmula de Deus’ e ‘O Sétimo Selo’), é a verdadeira natureza do Islão, distinguindo entre moderados e fundamentalistas na interpretação do livro sagrado dos muçulmanos.

Segundo Rodrigues dos Santos, “60 por cento do ‘Alcorão’ é constituído por versículos relacionados com a guerra”, o que o autor de ‘Fúria Divina’ considera ser uma faceta pouco conhecida no Ocidente.

O livro foi apresentado pelo general Leonel Carvalho e pelo ex-operacional da Al-qaeda Abdullah Yusuf (nome árabe do português Almeida Santos), que serviu de consultor. Este fundamentalista, que já terá estado com Ossama bin Laden, cumpriu pena numa prisão italiana, para onde viajará de seguida com José Rodrigues dos Santos, visto que ‘Fúria Divina’ vai ser lançado na próxima semana em Roma, onde Yusuf tentou matar o rei do Afeganistão em 1991.

DISCURSO DIRECTO

"A HAVER UM ATENTADO TERRORISTA NÃO É AQUI", José Rodrigues dos Santos, Escritor e Jornalista

Correio da Manhã – Que tipo de reacção espera dos muçulmanos portugueses?

José Rodrigues dos Santos – Apresentei o livro a vários muçulmanos, que o leram e concordam com o que está escrito.

– Teme que ‘Fúria Divina’ lhe possa trazer o tipo de problemas que outros escritores já enfrentaram ao referir-se ao Islão?

– Há sempre essa possibilidade.

– Muitas pessoas confiam em si enquanto jornalista da RTP para se informarem. O seu romance pode convencê-las de que um atentado nuclear está iminente?

– A haver um atentado nuclear, não vai ser aqui. Portanto, os portugueses podem ficar tranquilos. O maior perigo está em países como os EUA ou a Inglaterra.

VÍDEO

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