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Correio da Manhã

Cultura
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Pintura espanhola lidera mercado

Pablo Picasso continua a ser o artista mais bem cotado no mercado leiloeiro internacional. Isto apesar do seu quadro mais caro, ‘Rapaz com Cachimbo’ (a valer 85,6 milhões de euros), nem sequer ser, actualmente, a obra mais cara vendida em leilão.
20 de Novembro de 2006 às 00:00
Apesar dos últimos grandes recordes de vendas directas pertencerem a Pollock, De Kooning ou Klimt, em hasta pública quem marca pontos tem apelido espanhol. E a tendência é crescente.
O diário ‘El País’ debruçou-se sobre o fenómeno e cita como exemplo a Christie’s que, só no leilão de arte espanhola realizado em Outubro, em Madrid, arrecadou 15 milhões de euros, o dobro do que foi registado há sensivelmente um ano.
Na ocasião, sagrou-se recordista a obra ‘Casino de Paris’ (1900), de Hermenegildo Anglada Camarasa (2,9 milhões de euros), tendo também ultrapassado o milhão de euros uma obra de Miquel Barceló, de nome ‘Biblioteque avec Poe’ (1983). Arrematado por 1, 2 milhões, este trabalho de Barceló por pouco não batia o recorde do autor, atingido em 2002 com ‘Autour du Lac Noir’ (1989-1990): 1, 3 milhões.
Mas nem só da Christie’s chegam exemplos do bom comportamento espanhol no mercado de arte que se disputa em praça pública. Também a Sotheby’s realizou dois leilões em Londres que tinham em comum o protagonismo da arte do país vizinho.
No conjunto dos eventos foram arrecadados 5, 1 milhões de euros, isto após várias licitações, que até os leiloeiros consideraram históricas, a mais extraordinária das quais recaiu sobre Santiago Rusiñol e a obra ‘Jardi de Muntanya’, vendida por 840 mil euros.
Outros artistas e obras cujos preços atingiram montantes recordistas foram Gutiérrez Solana com ‘La Cupletista’ (591 mil euros), Vázquez Diaz com ‘Romería del Cristo de la Vega’ (142 mil euros) e ainda Ricardo Canals com ‘Corrida de Toros’ (124 mil euros).
“Espanha tem hoje muito dinheiro, o que se reflecte no investimento na Bolsa, na Imobiliária e na Arte”, explica a directora da Ar.Co, a maior feira de arte internacional que todos os anos se realiza em Espanha.
Não será por acaso que o Museu Guggenheim de Nova Iorque inaugurou, na sexta-feira, a exposição ‘A Pintura Espanhola de El Greco a Picass – a ferida do tempo’, mesmo sem ‘Crianças na Carreta’, o Goya roubado durante o transporte para a ‘Big Apple’.
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