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Correio da Manhã

Cultura
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P.J. Harvey triunfa mesmo silenciosa

Com o seu currículo e a atenção do público português, a britânica P.J. Harvey poderia encher um Pavilhão Atlântico. No entanto, e atendendo ao seu estilo de pop-rock alternativo que procura reinventar-se a cada instante, dois serões consecutivamente lotados numa Aula Magna de Lisboa são mais coincidentes com o lado intimista que gosta de explorar.
26 de Maio de 2011 às 00:30
P. J. Harvey preferiu deixar a sua música falar por si no primeiro de dois concertos na Aula Magna de Lisboa
P. J. Harvey preferiu deixar a sua música falar por si no primeiro de dois concertos na Aula Magna de Lisboa FOTO: Sérgio Lemos

Ontem, no primeiro de dois serões, entrou vestida de negro, com penas negras na cabeça. Com o palco às escuras e um foco de luz a iluminar-lhe apenas o rosto, arrancou o concerto com ‘Let England Shake’.

Acompanhada por três músicos - um baterista e dois que oscilaram entre teclados, guitarra e baixo –, logo aqueceu a noite, com muitas palmas da plateia a acompanhar ‘The Words that Maketh Murder’, também do seu último disco.

Em grande forma vocal mas algo tímida, entregou-se a ‘All and Everyone’, perante uma plateia calada. Também Polly Jean Harvey, de 41 anos, manteve-se em silêncio, preferindo deixar as canções falar por si. Depois, já de guitarra ao peito, interpretou de forma irrepreensível ‘Written on the Forehead’.

Imune aos ‘piropos’ dos fãs, a cantora seguiu o alinhamento planeado, com ‘The Glorious Land’ e ‘The Fast Living Rose’, mantendo--se quase estática, num canto do palco e afastada da sua banda. Entre cada tema instalava-se o silêncio e ficou tudo escuro, o que não incomodou a plateia, que assistiu ao ponto mais alto em ‘England’, só com voz e guitarra. 

PJ HarveyPavilhão Atlântico lotação esgotada
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