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Correio da Manhã

Cultura

POLÉMICA NO PARQUE

“Antiguidade só é posto na tropa”. Foi desta forma que Mário Moura, presidente da União de Editores Portugueses (UEP), respondeu ao descontentamento dos associados que se sentem prejudicados pelo reordenamento da Feira do Livro de Lisboa, ontem inaugurada.
30 de Maio de 2003 às 00:00
Mário Moura falou pela UEP na cerimónia inagural
Mário Moura falou pela UEP na cerimónia inagural FOTO: Marta Vitorino
Em declarações ao CM, Mário Moura avançou alternativa: “Estamos todos a estudar a melhor solução que terá de passar por sorteio mas as reformas não se fazem de um dia para outro nem de uma edição para outra”, defendeu.
O critério de localização foi sempre o da antiguidade mas com a restruturação a feira subiu, permitindo mais entradas mas obrigando a novo alinhamento do espaço.
Ultrapassados que foram, este ano e pela primeira vez, os desentendimentos das duas entidades organizadoras, editores há que estão descontentes com o espaço que lhes coube em sorte. Temem o pior e apontam dedo acusatório ao reordenamento efectuado: “Quanto mais para cima, mais quente” e “ninguém pensou em toldos”.
À questão, a APEL (Associação Portuguesa de Editores e Livreiros) responde com a inevitabilidade dos factos: “Com mais um talhão a e uma disposição de três filas, há editores que sobem”.
As reacções à mudança não se fizeram esperar e o CM escutou duas: “A centralidade é fundamental e o hábito faz o resto, por isso, a zona de topo está em desvantagem, mas sair do Parque nunca!”, Maria, 40 anos, escriturária. André, 22 anos, estudante, pensa diferente: “Acho difícil pensar noutro local que não seja o Parque, mas o evento precisa de trocar o ’rústico’ pelo prático. Chega a ser penoso andar ao sol ou à chuva para chegar às ‘barraquinhas’ “.
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