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Correio da Manhã

Cultura
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Police provocam caos no trânsito

Os Police provocaram ontem um pequeno caos nos principais acessos ao Estádio Nacional, o que acabou por atrasar a entrada em palco da banda de Sting. À hora de início do concerto (21h30), a A5, a Marginal e demais acessos ao estádio encontravam-se completamente bloqueados para desespero de quantos tinham comprado bilhete.
26 de Setembro de 2007 às 00:00
Sting (à esq.) e companhia, endiabrados no arranque do concerto de Lisboa
Sting (à esq.) e companhia, endiabrados no arranque do concerto de Lisboa FOTO: João Miguel Rodrigues
Um quarto de hora depois, porém, os Police subiram ao palco, mas com as bancadas muito despidas. Tal como tem acontecido na digressão, o trio abriu com ‘Message in a Bottle’, a que se seguiu ‘Sincronity’. Sting foi, naturalmente, o centro das atenções e num português correcto disse: “Muito obrigado. Estou muito contente por estar aqui com vocês”, lançou antes de se atirar a outro êxito: ‘Walking on a Moon’.
A jornada Police começou, no entanto, muito mais cedo. Os primeiros fãs começaram a chegar ao Estádio Nacional pelas 13h00, mas às 17h00, hora de abertura das portas, eram ainda pouco mais de uma centena. Que pouco tiveram de esperar para avançar estádio adentro, uns em direcção ao relvado, outros com destino às bancadas. Todos juntos e de todas as idades (muitos não eram nascidos ainda quando a banda tocou em Portugal pela primeira vez, há 27 anos), sozinhos ou acompanhados. Vieram do Porto e do Algarve – como Gobla, uma alemã há anos radicada no Algarve –, mas maioritariamente de Lisboa.
A tradição, porém, já não é o que era e o culto já não se faz com a euforia de outros tempos. O que não se aplica só aos Police, a banda de Sting, o mais mediático do trio. Curiosamente, os fãs preferem-no na qualidade de vocalista da banda e não a solo. Saudosos de temas como ‘Message in a Bottle’ ou ‘Roxanne’.
Na verdade, o sentimento comum era o de irem saborear a oportunidade de uma vida. “Era agora ou nunca”, foi a expressão mais ouvida. Tal como a família Freire, que viajou do Porto unida pela mesma fé: “Sting é bom. Police é melhor”, disseram quase a uma só voz o casal e as duas filhas: Telma, de 15 anos, e Inês, de 10, que teve nos Police o seu baptismo em concertos. Ao promotor, Álvaro Ramos, também não faltava a dose certa de loucura indispensável ao sucesso. “Tudo o que eu quero é ver uma das bandas que mais adoro. Fui eu que fiz o concerto de há 27 anos, daí o prazer especial por estar aqui outra vez”, disse.
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