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Correio da Manhã

Cultura
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Pomos pressão em tudo

Os autores do êxito ‘Star’ estão de volta aos escaparates com ‘Wish’. Rea Garvey e Mike Gommeringer, vocalista e guitarrista dos germânicos Reamonn, respectivamente, desvendaram ao CM um álbum feito de ‘esperança’.
29 de Maio de 2006 às 00:00
Pomos pressão em tudo
Pomos pressão em tudo FOTO: Jorge Godinho
Correio da Manhã – O que deu o mote a este disco?
Rea Garvey – ‘Wish’ resume a intenção do trabalho. Pretende transmitir motivação a todos os que lutam pelos seus sonhos. Àqueles que têm algo, um objectivo concreto e fazem tudo para o alcançar. É um disco muito pessoal, não só sobre a nossa vida mas também sobre aqueles que nos rodeiam. Esperamos que possa inspirar as pessoas a batalharem por aquilo que desejam e que vá de encontro das necessidades emocionais dos ouvintes.
– É um álbum de esperança...
R.G. – Tem uma energia muito positiva e diz às pessoas que é bom acreditar nos sonhos.
– Depois do sucesso de ‘Beautiful Sky’ sentiram alguma pressão adicional na concepção deste disco?
Mike Gommeringer – Pomos pressão em tudo o que fazemos. No entanto, isso não é motivado pelo sucesso que alcançámos anteriormente, mas antes pela vontade de querer fazer sempre mais e melhor. Durante as gravações, nunca nos questionámos sobre o que devíamos fazer para igualar o sucesso de temas como ‘Star’, mas antes como podíamos dar mais às pessoas que apreciam o nosso trabalho. De certa forma, esse objectivo foi alcançado, porque, com este disco, conseguimos atingir um patamar de qualidade mais elevado.
– Foi escrito na estrada durante a anterior digressão ou preferiram assentar num estúdio para compor calmamente?
R.G. – Não somos esquisitos (risos). Escrevemos onde for preciso. Durante um ensaio, um teste de som, só é preciso que as ideias surjam. Adoramos escrever. Se assim não fosse, não teríamos feito 200 canções para este álbum.
– Então não deve ter sido fácil fazer a selecção dos 14 temas que integram o disco...
M.G. – Fizemos uma primeira selecção de 62 que, no fundo, eram as ideias que melhor se adaptavam ao formato canção. Depois, as músicas escolheram-se umas às outras. Houve uma espécie de encadeamento natural que nos poupou muito trabalho!
– As que sobraram poderão ser usadas no futuro?
M.G. – Algumas serão provavelmente incluídas em lados B de singles.
– Qual o segredo do vosso sucesso?
R.G. – Não há um segredo, uma fórmula. Se houvesse, toda a gente a usaria.
– Vieram a Portugal para actuar na gala dos Globos de Ouro. Para quando um concerto em nome próprio?
R.G. – A TV é um meio de promoção do nosso trabalho porque chega a muita gente e, tratando-se de um dos maiores espectáculos do género em Portugal, não poderíamos desperdiçar o convite. Para um concerto a sério, ainda não há datas, mas queremos voltar e estamos a trabalhar nisso.
PERFIL
Banda formada por um irlandês (Rea Garvey) e três alemães, os Reamonn andam nas lides musicais desde finais dos anos 90. No entanto, só em 2003 conseguiram fazer-se ouvir ao efectuarem a primeira parte de alguns espectáculos da digressão europeia de Robbie Williams (assim se estrearam em palcos lusos, no Pavilhão Atlântico) e que muito ajudou à divulgação de um dos seus maiores êxitos, ‘Star’. Do seu currículo fazem parte três discos: ‘Tuesday’ (2000), ‘Dream N.º 7’ (2001) e ‘Beautifull Sky’ (2003).
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