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Correio da Manhã

Cultura
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Portugal quase a rufar!

Está quase a arrancar, no Seixal, a segunda edição do Festival Internacional de Percussão, que tem como lema ‘Portugal a Rufar’ e que, no próximo fim-de-semana, entre sexta-feira e domingo, promete animar a Quinta da Fidalga, na Arrentela, com muita música, alguma dança, teatro e, sobretudo, alegria para dar e vender.
14 de Junho de 2006 às 00:00
Rui Júnior (de óculos) ensaia o grupo de sete jovens músicos oriundos da Índia. Só é pena que as fotografias não tenham som...
Rui Júnior (de óculos) ensaia o grupo de sete jovens músicos oriundos da Índia. Só é pena que as fotografias não tenham som... FOTO: Bruno Colaço
À semelhança do que aconteceu no ano passado, em que mais de duas mil pessoas foram até ao Seixal para se divertirem a ouvir música de percussão, a Associação Tocá Rufar, fundada há dez anos por Rui Júnior, e a Câmara Municipal do Seixal prometem voltar a encher um espaço de lazer com músicos, bailarinos, actores e cantores oriundos de África, América do Sul, Ásia e Europa. Estão todos ao mesmo: querem ouvir música, ver espectáculos, divertir-se e conviver uns com os outros num espírito de comunhão.
Rui Júnior nem por um momento duvida do sucesso da festa.
“Este ano, o Festival triplicou em tudo o que são recursos, pelo que o meu receio, neste momento, é de que haja é gente a mais para ver os espectáculos...”, confessa. “Só tenho 1500 bilhetes para sexta e sábado, pois não quero sobrelotar o espaço e arriscar-me a estragar a quinta.”
Com bilhetes muito acessíveis – os preços variam entre os cinco e os dez euros – e água à borla, a festa promete ser de arromba, sobretudo no domingo, em que a entrada é gratuita.
A jornada arranca às 11h00, hora a que cerca de 800 jovens percussionistas começam a invadir as ruas do Seixal – desde o terminal fluvial até à Quinta da Fidalga – em jeito de despertador para a população. E só termina por volta da meia-noite, com um gradioso espectáculo de fogo-de-artifício.
MÚSICOS DE TODO O MUNDO UNI-VOS
Criada em 1996, com o objectivo de animar a Expo’98, a Associação Tocá Rufar não mais parou de crescer. E não só dentro de fronteiras.
O ‘pai’ da ideia, Rui Júnior, organizou durante cinco anos consecutivos um festival de percussão em Londres, Inglaterra, antes de importar o modelo para o Seixal. E por terras de Sua Majestade o interesse pela percussão ganha cada vez mais adeptos...
Em Malta, a história é ainda mais bonita. Rui Júnior foi chamado para criar uma orquestra de percussionistas deficientes – o que o enche de orgulho. “Fui chamado àquela pequena ilha, onde as crianças deficientes são muitas vezes fechadas em casa, isoladas do Mundo, para as ajudar a fazer música. É um prazer que não tem descrição.”
Entre nós, a coisa também está no bom caminho. Neste momento já há, espalhadas por Portugal, nada menos do que 18 orquestras de percussão. “Já formei mais de sete mil jovens neste País”, garante Rui Júnior.
EVENTO PARALELO
5º ENCONTRO EUROPEU
Eles são loiros, morenos e ruivos. Têm cabelos lisos ou encaracolados e são oriundos de Portugal, Bélgica, Itália, Estónia, Índia e Malta. Em comum têm a paixão pela música, que os trouxe à Quinta da Valenciana, Seixal (onde ensaiam), para participar no 5.º Encontro Internacional Tocá Rufar, que este ano se realiza em paralelo com o festival.
EM COMUNIDADE
O evento tem o apoio da Comissão Europeia (através do IPJ) e junta, anualmente, cerca de 40 jovens amadores de música para conviver e experimentar a vida em comunidade. Entre cozinhar e lavar a oiça, há que ensaiar e ensaiar. Isto porque durante o Festival Internacional de Percussão vão ter de provar o talento e o carisma que possuem!
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